Relato da mãe das crianças foi reproduzido por outras páginas nas redes sociais. (Foto: Reprodução/Facebook)
O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) vai realizar diligências para investigar denúncias de que um homem teria abusado sexualmente de três crianças, de 3, 6 e 9 anos em Maceió. O suspeito é pai das vítimas.

A denúncia foi feita através de redes sociais pela mãe das vítimas que, nesta quarta-feira (13), também falou sobre o caso com o presidente do MP, Sérgio Jucá, na sede do órgão.
Segundo ela, o suspeito chegou a ser preso em fevereiro, entrou duas vezes com pedidos de Habeas Corpus, que foram negados.

Contudo, um terceiro pedido, desta vez feito junto ao Tribunal de Justiça (TJ-AL), foi concedido e o colocou em liberdade.
De acordo com a assessoria de imprensa do MP, Jucá determinou novas diligências, visto que algumas das provas apresentadas pela mãe das crianças nas redes sociais não estavam nos autos do processo analisado pela promotoria.

Também na publicação, a mãe das crianças afirma que o MP não havia apresentado denúncia contra o marido dela. DenúnciaNa postagem feita nas redes sociais, a mãe das crianças diz que há algum tempo a filha de três anos apresentava sintomas de infecção urinária, mas que depois descobriu que a menina estava sendo abusada pelo pai.

Os outros dois filhos também eram vítimas do homem, que mantinha, segundo ela, fotos das crianças nuas no celular.
Ela continua dizendo que todas as crianças passarm por avaliações psicológicas, psiquiátricas e físicas no Instituto Médico Legal (IML) e Delegacia dos Crimes contra Criança e Adolescente.

Lá, as crianças prestaram depoimento e confirmaram que eram abusadas. O menino de 6 anos estaria, inclusive, apanhando por se recusar a ceder aos abusos do pai.

Após denúncia, o marido dela foi preso no dia 19 de fevereiro, de forma temporária por 30 dias, que foi convertida em preventiva. Ainda segundo a mãe das crianças, as fotos que estavam no celular do suspeito sumiram.

Ela encerra o relato pedindo ajuda pois, como o MP não teria oferecido denúncia contra o homem, ela não teria defesa, nem poderia ter anexado provas ao processo.
À reportagem do G1, a assessoria do MP disse que o promotor Eládio Estrela está cuidando do caso, que corre em segredo de Justiça.

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