Maternidade Dona Evangelina Rosa (Foto: Fernando Brito/G1)
Uma jovem de 24 anos identificada como Claudiane da Conceição Araújo, segue internada em estado grave após ter sido agredida aos sete meses de gravidez e perder o bebê. A mulher está em coma induzido na UTI da Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, e deverá passar por um novo procedimento cirúrgico. Segundo a polícia, o marido é o principal suspeito de ter agredido a esposa.

José Araújo Brito, diretor da MaternidadeDona Evangelina Rosa (Foto: Fernando Brito/G1)
“O estado da paciente continua muito grave. Foi feito uma ultrassom e descobrimos uma acúmulo de líquidos na cavidade abdominal e ela poderá passar por uma nova cirurgia.

Continuamos acompanhando o caso dela e esperando o momento certo para mais esse procedimento”, falou o diretor da maternidade José Araújo Brito. O caso está sob investigação da Delegacia Especializada da Mulher.

De acordo com a delegada Vilma Alves, a vítima só foi levada ao hospital quase quatro dias depois de ter sofrido as agressões. Isso porque vizinhos perceberam que a jovem não estava bem e comunicaram o fato aos familiares.

O marido e suspeito pelas agressões não apareceu mais na residência. “É um caso muito sério, que não tinha acontecido aqui em Teresina ainda.

O homem não respeitou o estado de gravidez da esposa. Ela escondeu da família o que estava acontecendo.

  Mais uma vez vemos a demonstração do machismo, no qual a mulher é covardemente agredida por conta da sua condição feminina”, falou.
Policiais da Delegacia da Mulher estão em busca do suspeito pelo crime.

Segundo a delegada, o marido poderá ser enquadrado no artigo 125 do Código Penal, que tipifica o crime de aborto provocado por terceiro sem o consentimento da gestante. A pena pode ser de três a 10 anos de prisão.

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