Alunos praticaram em shopping da Zona Sul de Macapá (Foto: Carlos Alberto Jr/G1)
Para marcar o Dia do Desenhista, ilustradores profissionais e amadores de Macapá se reúnem nesta sexta-feira (15) em shopping no Centro da cidade. A programação organizada pelo Centro de Educação Profissional em Artes Visuais Cândido Portinari (Cepa Cândido Portinari) segue até às 22h com música, performances artísticas, cosplay, oficinas e exposições de desenho.
A coordenadora do evento, Cristina Mendonça, explicou que além de celebrar a data, o encontro propõe arrecadar dinheiro para a compra de livros didáticos para os cursos ofertados pela escola.

“Aproveitamos o dia para  juntar a comemoração com a arrecadação de renda por meio de oficinas”, reforçou a coordenadora, acrescentando que as aulas são ministradas por professores da própria escola nas áreas de desenho em quadrinhos, mangá, charges, paisagem em carvão, caricatura e tatuagem de henna. Elas pode ser feitas ao valor de R$ 5.

Programação conta com música, performances, exposições e oficinas de desenho (Foto: Carlos Alberto Jr/G1)
Thiago Gomes, de 26 anos, foi um dos alunos que participou da programação. Ele desenha desde criança e disse que sempre sentiu dificuldades em conhecer e compartilhar experiências com outros profissionais da área no estado.

“O desenhista trabalha muito solitário e esse isolamento faz com que muitos não saibam como negociar ou quanto cobrar pelo trabalho. O contato com outros profissionais também deixa o desenhista mais motivado com sua profissão”, comentou.

O estudante Marinaldo Fernandes está há dez anos no Cândido Portinari e sempre participa das ações e exposições realizadas pela escola. Ele comemora o aumento do público a cada ação.

“Não são apenas os ilustradores profissionais que participam do evento, mas todos que têm o gosto pelo desenho e até pessoas que querem apenas observar os trabalhos”, observou. Professor Jair Penafort, de 30 anos(Foto: Carlos Alberto Jr/G1)
O professor Jair Penafort, de 30 anos, analisou que a data não pode ser esquecida e ressaltou a criatividade dos desenhistas em meio às novas tecnologias.

“Hoje em dia, o desenhista está sendo deixado de lado, principalmente no mercado de trabalho. As inovações tecnológicas têm contribuindo com isso.

Mas nenhum computador vai superar o trabalho criativo de uma mão e um lápis. Aindústria do cinema e mídias dos quadrinhos sem os desenhistas não são nada”, avaliou.

Apesar da participação em bom número na programação ao Dia do Desenhista, o mercado ainda é considerado restrito no Amapá, segundo avaliou o estudante de arquitetura Gustavo Gomes, de 21 anos.
“Sempre gostei de desenhar, mas estudo sempre buscando me aperfeiçoar.

Acho que um evento que reúne diversos ilustradores com produções variadas só contribui para aumentar o nosso conhecimento na área”, ressaltou.
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