A professora Flávia com o filho adotivo Gustavo(Foto: Facebook/Reprodução)
Quando a professora Flávia Stur servia sopas a famílias carentes de Ji-Paraná, cidade localizada a aproximadamente 370 quilômetros de Porto Velho, não sabia que seu futuro filho chegaria a ela dessa maneira. Uma das pessoas que recebia o alimento era a avó biológica de Gustavo, na época com um ano e meio, que comentou que deixaria a criança em um abrigo social. Foi então que Flávia, comovida com a situação, pediu para passar un dias com o garoto.

O laço afetivo construído durante o fim de semana foi tão grande que Gustavo se tornou filho da professora. “Foi um fim de semana para o resto da vida”, se emociona.

“A mãe do Gustavo tinha 11 anos quando deu a luz, a família era desestruturada e a mãe biológica não tinha condições de criá-lo. Era uma criança tendo outra criança”, contou a professora.

Dois motivos dificultaram a adoção, Flávia era solteira e a mãe biológica de Gustavo era menor de idade na época. Ao todo, o processo de adoção que iniciou em 2006 levou cerca de quatro anos e meio, mas o tempo não desanimou a educadora.

“A família consentiu que o Gustavo ficasse comigo enquanto esperávamos a adoção ser finalizada. Não o escolhi, ele me escolheu”, conta Flávia.

“É muito gostoso passar cada data com ele. E cada Dia das Mães eu me sinto mais especial, eu sou mãe, eu me sinto mãe.

As vezes a mãe de coração é mais mãe porque o sentimento fala mais alto”, falou com orgulho.
A experiência de Maria Cristina da Silva foi mais rápida, mas não menos intensa.

A espera para adotar a pequena Sabrina levou nove meses, já que a bebê estava sob tutela do estado em 2006. A enfermeira conta que também conheceu a filha em um abrigo de crianças.

“Eu conheci minha filha no abrigo e ela passava os fins de semana comigo e meus outros dois filhos. Nós a visitávamos durante a semana e até comemoramos o primeiro aniversário dela lá”, disse Cristina.

Cristina e a filha adotiva Sabrina. O processo de adoção levou nove meses para ser concluído.

(Foto: Facebook/Reprodução)
Durante os nove meses do processo de adoção, mãe e filha foram se conhecendo e criando um vínculo entre elas. “Ser mãe adotiva é como ser mãe duas vezes, durante nove meses ela vinha para minha casa e depois voltava ao abrigo, fui mãe dela pela primeira vez quando a conheci e depois quando ela se tornou oficialmente minha filha”, compartilhou a enfermeira.

A mãe conta que a lembrança de Dia das Mães que recebeu sexta-feira (6) a deixou muito emocionada. “Ela fez um presente para mim na escola e foi até o meu trabalho para me entregar e ainda ganhei um abraço, é uma emoção que não consigo descrever” disse Cristina.

A pequena Sabrina também contou da emoção de passar o domingo com sua mãe do coração. “Minha mãe é muito legal, é amada do fundo do meu coração e eu amo ela”, diz a pequena.

Em comum, além dos filhos, Flavia e Cristina compartilham um sentimento. As duas contam que não foram elas que escolheram seus filhos, e sim, eles que as escolheram como mãe.

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