Representantes dos sindicatos em reunião com prefeito Paulo Piau  (Foto: Reprodução/TV Integração)
Os servidores municipais de Uberaba realizaram uma paralisação nesta terça-feira (19). A mobilização começou por volta das 8h com um ato no Centro Administrativo da Prefeitura e terminou pouco depois das 13h. Os servidores querem reajuste salarial.

Educadores municipais também participaram do ato. Representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SSPMU)  e do Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba (Sindemu) participaram de reuniões com o prefeito Paulo Piau e com a equipe econômica da Prefeitura.

As novas propostas não foram aceitas pelos servidores na porta do Centro Administrativo. Os sindicatos marcaram nova assembleia para a próxima semana.

 
Na primeira reunião do dia, representantes do SSPMU e do Sindemu estiveram com o prefeito Paulo Piau e ouviram novas propostas por parte do Executivo.  A reunião durou cerca de duas horas.

No entanto, em assembleia realiza na sequência, o funcionalismo não aceitou as novas propostas.
“O prefeito tinha proposto R$ 100 a mais no tíquete e, depois de conversar com os secretários, conseguiu mais R$ 20.

Então, essa foi a primeira proposta: R$ 120 no tíquete-alimentação. A segunda proposta era a possibilidade de R$ 45 no tíquete e aumento real no salário de 2,93%”, contou o presidente do Sindemu, Adislau Leite.

Servidores municipais na porta do CentroAdministrativo (Foto: Mário Sérgio Santos/G1)
Durante uma entrevista coletiva, o prefeito de Uberaba informou que, no momento, não pode oferecer mais que essas duas propostas. Mas disse que está disposto a conversar novamente com os representantes dos sindicatos.

Uma possibilidade de diminuir a quantidade de servidores comissionados é estudada com o objetivo de melhorar a economia da Prefeitura. “Nós estamos com uma margem de negociação de cerca de R$ 12 milhões por ano, exatamente em torno dos R$ 100 do tíquete dado.

E o sindicato está estudando outra alternativa. Nós não podemos arredar, porque esses R$ 12 milhões serão retirados em cortes no sistema operacional e corte de pessoal.

Segunda-feira a gente apresenta isso para os servidores e, portanto, esse é o nosso limite. Não podemos endividar mais a Prefeitura.

Nós temos uma lei de responsabilidade para cumprir. Nosso esforço é pagar o salário em dia e manter os serviços essenciais para a população”, explicou Paulo Piau.

No fim da manhã, uma segunda reunião aconteceu no Centro Administrativo da Prefeitura. Sem a presença do prefeito, o encontro teve as presenças de sindicalistas e a equipe econômica da Prefeitura.

Os sindicatos apresentaram uma proposta para os representantes do Executivo, mas não houve acordo. Em seguida, os assuntos debatidos no encontro foram repassados para os servidores que estavam na porta do Centro Administrativo.

Os dois sindicatos marcaram nova assembleia para a próxima terça-feira (26), às 18h, em local a ser definido. Greve não está descartada, segundo Luís Carlos, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SSPMU).

MobilizaçãoSegundo o SSPMU, a paralisação desta segunda-feira ocorreu por causa da insatisfação dos servidores quanto à decisão do prefeito Paulo Piau de não conceder nenhum ajuste salarial este ano, nem mesmo o equivalente à inflação oficial do país (ano base 2015). A paralisação foi definida em assembleia realizada na última semana.

Na última semana, a Prefeitura anunciou apenas o aumento de R$ 100 no tíquete-alimentação.
Às 8h10, parte do funcionalismo iniciou um ato na frente do Centro Administrativo da Prefeitura de Uberaba.

Em seguida, o grupo entrou no prédio no Centro Administrativo e deu sequência ao protesto, cantando o hino nacional. Por volta de 9h30, representantes do sindicato informaram para a reportagem da TV Integração que 702 servidores participavam do ato.

Já a Polícia Militar (PM) informa que cerca de 250 pessoas estavam no local.  Servidores municipais fizeram ato no CentroAdministrativo (Foto: Mário Sérgio Santos/G1)
O manifesto da categoria foi realizado de forma pacífica e democrática, informou Luís Carlos dos Santos.

 
O presidente do SSPMU garantiu que a paralisação deliberada em assembleia cumpriu os critérios legais de reserva de pessoal (30%) para todos serviços da Prefeitura.
“O servidor não pode pagar a conta da crise”, defendeu Luís Carlos, assinalando que o funcionalismo está com vontade de parar.

Durante a assembleia-geral na última semana, promovida pelo SSPMU, os servidores deliberaram ainda por não aceitar somente o reajuste de R$ 100 no tíquete-alimentação, por entender que a recomposição salarial é fundamental para a manutenção do pode aquisitivo da categoria.  Além disso, consideram que a não concessão do ajuste nos salários significará a defasagem do plano de carreira recém-aprovado.

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