Três suspeitos foram presos em Manaus (Foto: Rickardo Marques/G1 AM)
Três pessoas suspeitas de praticar crime de estelionato foram presas nesta segunda-feira (2), em Manaus. Segundo investigações da Polícia Civil, o trio conseguia dinheiro de vítimas após prometer fazer cadastros e conseguir imóveis pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”. Dezenas de Boletins de Ocorrências foram registrados contra o grupo.

De acordo com a polícia, Heloísa Araújo de Menezes, de 33 anos, se passava por assistente social da Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab). Além dela, o marido Antônio Carlos de Melo, de 35 anos, e Raimundo Nonato Lima, de 40 anos, – que atuava como falso advogado – foram presos.

O delegado do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Aldeney Goes, informou que há indícios de que a mulher aplicava este tipo de golpe desde setembro de 2015. “Ela já possui pelo menos 40 Boletins de Ocorrência registrados somente no 24º DIP.

Ela vendia a possibilidade de você ganhar uma casa do estado, desde que você pagasse. Algumas vítimas encontraram com ela na Suhab junto com o Raimundo, se passando por advogado”, disse.

A polícia também investiga se há participação de outras pessoas nos golpes. “Eles [presos] diziam que se a pessoa [vítima] adquirisse mais quatro clientes, um deles saía de graça e você recuperava seu dinheiro.

Ela [Heloísa] diz que o crachá falso que usava foi adquirido com uma parceira dela e nós estamos investigando”, afirmou Goes.
Heloísa já possui passagem pela polícia pelo crime de estelionato.

O delegado titular da 1ª Seccional Sul, Rodrigo Barreto, comunicou que Raimundo também possui registro por outros crimes.   “Ele era acostumado a alugar carros e depois revendia.

Ele também alugava casas e postava em um site de venda e revendia as casas, também usa nome de empresas para adquirir compras e com isso nós descobrimos que ele se passava por dono de uma empresa que comprou um total de R$ 72 mil de combustível em um posto, comprou inúmeros aparelhos celulares em uma operadora e também condicionadores de ar, sempre se passando por dono dessa empresa”, disse o delegado.
O grupo deve ser indiciado pelos crimes de estelionato, associação criminosa, falsificação de documento e ameaça.

O trio foi apresentado à imprensa nesta segunda-feira. Durante a coletiva, eles não quiseram comentar sobre o envolvimento nos crimes apontados.

Heloísa seguirá para o Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPD) e os homens serão presos na Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa.
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