Greve iniciou nesta segunda-feira (11) e vai durar por cinco dias, em Macapá (Foto: Abinoan Santiago/G1)
Servidores da rede pública estadual de saúde iniciaram nesta segunda-feira (11) uma greve de cinco dias. O movimento está concentrado em frente ao Hospital de Emergências de Macapá e cobra do governo amapaense melhores condições de trabalho, chamada de classificados em concursos públicos e fim de sobrecarga de trabalho dos profissionais.
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que comentará o ato dos servidores através de nota nesta segunda-feira.

O movimento está previsto para encerrar na sexta-feira (15). Antes, o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sindsaúde) decidirá se permanecerá com a greve a partir das negociações com o governo do Amapá.

“Viemos para as ruas porque não temos condições de continuar nas unidades de saúde. A sobrecarga de trabalho é muito grande e o sucateamento dos hospitais é enorme.

Decidimos fazer uma greve por tempo determinado por causa das recentes decisões da Justiça que decretaram ilegais os atos sem um prazo definido”, argumentou o presidente do Sindsaúde, Ismael Rodrigues, em referência a decisão do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap) que provocou o fim da greve dos professores.
Além das condições de trabalho, o Sindsaúde decidiu pela greve como um protesto ao possível congelamento dos salários dos servidores públicos, anunciado pelo governo em reunião com os sindicados no fim de março.

“Não queremos esse arrocho salarial ou qualquer tipo de medida que faça os nossos vencimentos ficarem defasados”, disse o presidente do Sindicato dos Servidores em Saúde.
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