Equipes desocuparam invasão no bairro Sol Nascente, Zona Norte de Macapá (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
Cerca de 150 barracos construídos em uma Área de Preservação Permanente (APP) localizada no bairro Sol Nascente, na Zona Norte de Macapá, foram desmontadas na manhã desta terça-feira (26). O local teria sido invadido e os moradores estariam provocando danos ao meio ambiente.
Representantes do Município e do Estado, além da Polícia Militar e Guarda Municipal participaram da ação.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) recebeu uma denúncia na segunda-feira (25) de que a área havia sido invadida.
“Hoje nós estamos unidos para preservar essa área.

Houve planejamento e, para não trazer danos, a ação está sendo feita agora. Estão sendo retiradas todas as construções que estejam descaracterizando a área, ou seja, que representam uma invasão”, disse o agente ambiental da Semam, José Cardoso.

Fernando da Silva teria feito acordo com equipespara desocupar área (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
As equipes constataram crimes ambientais como o corte ilegal de árvores e a ocupação de regiões alagadas. Na região de preservação ambiental existe um lago e a área seria particular, informou a Semam.

O pastor Fernando da Silva, de 42 anos, disse que apoia a invasão. Segundo ele, a área é usada para a prática de diversos crimes e falta cuidados do poder público.

“Já aconteceram muitas coisas aqui. Negociamos que o pessoal vai retirar a madeira, não é preciso meter o trator, mas vamos continuar na terra porque o crime ambiental é onde está a construção.

Ficamos na terra até alguma autoridade tomar conhecimento da situação e ajudar o pessoal aqui que precisa de uma casa para morar”, disse o pastor.
A Guarda Municipal informou que vai fazer rondas na região para evitar novas invasões e outros crimes.

“Vamos ficar fazendo patrulhamento até que a coisa seja resolvida aqui. A gente tem que ficar monitorando constantemente, porque senão eles voltam a invadir aos fins de semana ou no período noturno, quando fragiliza a fiscalização”, explicou o comandante da Guarda, coronel Ubiranildo Macedo.

A ação de desocupação foi organizada pela Semam, juntamente com a Polícia Militar do Amapá (PM), Guarda Municipal, Instituto de Licenciamento e Ordenamento Territorial do Amapá (Imap) e Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (Semduh). Ocupação da área provocou crimes ambientais, segundo Semam (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
.