Procura segue intensa pela vacinação contra H1N1, em Macapá (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
A procura pela vacinação contra a gripe H1N1 nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Macapá seguem intensas. Empurra-empurra, bate-boca e longas filas de espera marcaram o primeiro dia de vacinação que iniciou na sexta-feira (8). Antes mesmo da metade do dia, algumas unidades já registram falta da medicação.

Postos afirmam que fazem triagem dos usuários(Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
Mais de 3 mil pessoas já foram vacinadas até segunda-feira (11) na UBS Dr. Lélio Silva, no bairro Congós, Zona Sul, de acordo com o diretor da unidade, Emanuel Martins.

Por volta das 11h desta terça-feira (12), as vacinas já haviam se esgotado. Novas unidades teriam sido solicitadas para continuar os atendimentos durante o dia.

“Nós já registramos mais de 3 mil doses de vacinas administradas até segunda. A procura está muito grande e a gente percebe que a população está alarmada por boatos e todos querem tomar a vacina.

Mas o Ministério da Saúde determinou prioridades, de acordo com levantamentos epidemiológicos. Com essa grande demanda, a vacina está acabando muito rápido.

Já solicitamos reposição”, informou Martins.
Em Macapá foram disponibilizadas 88.

335 vacinas até o dia 20 de maio, segundo a Coordenadoria de Imunização da capital. Muitos usuários reclamam que há pessoas que estão sendo vacinadas sem pertencerem ao grupo prioritário.

“Vejo muitas pessoas sendo vacinadas que nem parecem ser prioridade. Não sei se eles têm algum problema de saúde, mas não parece.

Hoje está mais calmo aqui. Ontem estava uma confusão porque tinham muitas pessoas nessa situação”, falou o estudante Rafael Rodrigues, de 24 anos.

A responsável por um dos postos de vacinação no bairro Alvorada, Zona Oeste, Elzamir de Lemos, defende que estão sendo cobrados documentos que comprovem que a pessoas precisa ser vacinada.
“Crianças de 6 anos para frente que são asmáticas, têm problemas cardíacos, renais ou outra doença estão sendo vacinadas aqui normalmente, quando a mãe traz a identificação da doença no cartão.

Pessoas maiores de 6 anos até 60 anos que são hipertensos, diabéticos, obesos, grávidas, puérperas, índios a partir de 6 meses até qualquer idade, todos são do grupo prioritário. Só vacinamos se vier com cartão, identificação”, afirmou Elzamir.

Profissionais da saúde e que atuam em centros de reclusão como o Cesein e o Iapen também fazem parte do grupo prioritário. Campanha de vacinação foi antecipada em Macapá(Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
“Aqui só é feita a vacinação nas pessoas que passam pela triagem e apresentam documentação que comprove pertencer ao público-alvo.

Nós estamos com 4 salas de vacinas. Tem muitas pessoas questionando, mas o Ministério da Saúde prioriza esse público alvo.

Aqui nós também vacinamos agentes do Cesein e profissionais da saúde”, falou Oscar Cambraia, diretor da UBS são Pedro, no bairro Beirol, Zona Sul.
“Desde o dia que a prefeitura decidiu antecipar a campanha de vacinação, percebemos uma corrida da população às unidades básicas de saúde.

A população que não se enquadra de imediato nos grupos estipulados pelo ministério da saúde de prioridade com morbidade acaba superlotando as UBSs e ela não tem necessidade de tomar a vacina nesse primeiro momento. A gente pede que dê prioridade aos grupos de prioridade e com morbidade”, observou a coordenadora de imunização em Macapá, Jorsette Cantuária.

As prioridades são bebês a partir dos seis meses e crianças menores de cinco anos de idade, idosos a partir dos 60 anos, gestantes, puérperas (mulheres que tiveram filhos nos últimos 45 dias), pessoas com doenças crônicas, população privada de liberdade, indígenas, trabalhadores do sistema prisional e os profissionais de saúde.
A vacinação contra o H1N1 segue até o dia 20 de maio em todas as UBSs da capital.

No restante dos municípios o início da vacinação ainda não foi divulgado.
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