OAB e MPCE avaliam andamento de obras e condições de atendimento nos hospitais públicos do Ceará (Foto: Sintsaf/Divulgação)
A Comissão de Saúde da OAB Ceará, em parceria com a Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde Pública (MPCE), iniciou nesta segunda-feira (25) uma série de visitas aos hospitais públicos que  possuem obras inacabadas e abandonadas.
Segundo os órgãos, o objetivo das inspeções é avaliar as condições estruturais das casas de saúde. De acordo com a OAB, os hospitais a serem visitados serão sorteados na véspera, e a inspeção será surpresa.

Durante as visitações, serão analisadas a capacidade de leitos, os motivos das paralisações de algumas obras, os profissionais disponíveis, equipamentos e medicamentos.
“Nós calculamos que, caso sejam concluídas, nós tenhamos aproximadamente 300 leitos só no município de Fortaleza.

Tratando-se do estado, também tenhamos mais 300, ou seja, totalizando 600 leitos”, explica o presidente da Comissão de Saúde da OAB, Ricardo Madeiro, sobre a importância da conclusão das obras.
O calendário de visitações segue até o dia 23 de maio.

Também estão na lista de locais que devem ser inspecionados o Hospital da Mulher, que funciona com 50% da sua capacidade; o Hospital Regional de Quixeramobim, que apesar de inaugurado há 14 meses, permanece sem funcionamento; e os Hospitais de Quixadá e Santa Terezinha de Caucaia. Relatório das visitasApós concluídas as visitas, será elaborado um relatório que será apresentado no dia 20 de junho, durante audiência pública pela OAB-CE e pela Promotoria de Defesa da Saúde Pública.

A sessão será das 8h às 18h, no auditório da Procuradoria Geral de Justiça. Durante a audiência, também será realizado o III Fórum Estadual da Saúde.

Participam das visitas, representantes da Procuradoria da República no Ceará, Tribunal de Contas do Estado e dos Municípios, Ministério Público de Contas, Tribunal de Contas da União, Núcleo de Defesa Saúde da Defensoria Pública Geral do Estado, Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Ceará e da Câmara Municipal de Fortaleza, Sindicato dos Médicos, Vigilância Sanitária e Sindicato dos Trabalhadores do Serviço de Saúde de Fortaleza.
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