Uma operação da Agência de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged-MA) apreendeu em São Pedro dos Crentes, situada a 870 km de São Luís, medicamentos falsificados de uso veterinários e agrícolas.
A ação que tem como objetivo combater a venda ilícita de produtos e medicamentos de uso veterinário falsificados encontrou irregularidades como a falta de informações nos rótulos do produto certificados pelo Ministério da Agricultura e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Segundo a Aged, os produtos falsificados apreendidos em revendas veterinárias podem estar sendo fabricados no estado do Tocantins e sendo distribuídos para várias cidades do interior do Maranhão.

Durante a fiscalização, um produto conhecido como “Liquido do Fazendeiro”, usado para tratamentos de doenças em aves, a data de fabricação estava vencida. A data do medicamento era de 1950.

Segundo Diego Amaral, Fiscal da Aged, produtos como o “Bico Doce” são os que mais são encontrados em ações de fiscalização do órgão. Eles são conhecidos por causar prejuízos ao homem e também ao meio ambiente.

“Produtos tanto da área animal quanto da área vegetal falsificado, e falo especificamente dos agrotóxicos é comum a gente encontrá-lo por aqui. Ninguém sabe de onde vem.

É tudo falsificado, que é o famoso “Bico Doce” utilizado pra matar moscas, carrapatos, e muitos estão utilizando também, principalmente, em hortas. Então é um produto que ninguém sabe o que é o principio ativo, que traz muito riscos pra saúde humana e pro meio ambiente”, informou o fiscal.

Karlos Yuri Fernandes, outro fiscal da Aged, informa que o uso de produtos falsificados pode causar consequências sérias tanto para os animais quanto para a saúde humana. “É um produto que traz além de um malefício para a espécie alvo, que é de tratamento.

Ninguém sabe as consequências que isso pode trazer ao consumo humano porque se a pessoa tiver algum contato com esses animais que foram medicados com isso ninguém sabe o efeito residual de um produto desses por desconhecer esse princípio ativo dele”, finalizou. Fabricação de produtos falsificados podem ser origem no Tocantins (Foto: Reprodução/TV Mirante)
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