A terça-feira (10) começou sem ônibus circulando por Maceió. O motivo é a paralisação dos rodoviários iniciada às 4 horas da manhã, horário em que os primeiros coletivos sairiam das garagens, e que não tem hora para terminar.
Cerca de 400 mil passageiros serão afetados, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Alagoas (Sinttro-AL).

O objetivo da categoria é questionar a insegurança e os constantes casos de violência e assaltos registrados nos ônibus. Segundo o presidente do sindicato, Écio Ângelo, a mobilização só será encerrada quando o governo receber representantes da categoria para uma reunião.

“Enquanto o estado não chamar, o povo não vai ter ônibus. Quero discutir a segurança.

Tem muita gente sendo assaltada todos os dias. Tem que ter compromisso com a segurança pública”, afirma Ângelo.

Ele explica também que há um diretor do sindicato em cada empresa, para evitar que os trabalhadores sejam obrigados a deixar as garagens. A maioria dos líderes do sindicato está reunida na sede da empresa Real Alagoas, no bairro do Farol, que possui a maior frota.

Ângelo reconhece que o estado tem feito reuniões com o Comando do Policiamento da Capital (CPC) para tentar encontrar uma solução ao problema, mas ressalta que é muito pouco, diante dos recorrentes assaltos registrados.
Entre os episódios destacados pelos rodoviários, além dos assaltos, estão agressão física e verbal em todas as localidades.

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