Julia busca guardar as experiências de ser mãe de Lia, de 3 anos e meio, em um diário (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)
O número de mães presenteadas em 2016 no Paraná deverá ser menor em comparação ao ano passado, segundo uma pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná, a Fecomércio-PR.
A sondagem da Fecomércio-PR ouviu 350 consumidores em Curitiba dos dias 12 a 23 de abril de 2016. A amostra foi composta por 78% de mulheres e 22% de homens.

O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (27).
Segundo a Fecomércio-PR, do total de entrevistados, 71% afirmam que irão comprar presentes para as mães.

No entanto, no ano passado, 78% pretendiam investir em uma lembrança na segunda data mais relevante para o comércio varejista.
Os que responderam que não vão presentear foram 26%; os que ainda não sabem se vão comprar alguma coisa correspondem a 3%.

Opções de presentesAs opções de presentes para as mães tendem a se concentrar em artigos de uso pessoal e doméstico.
De acordo com a Fecomércio-PR, são setores menos dependentes da concessão de crédito, por serem produtos de valores mais baixos, e que tiveram variação de preços menos acentuadas nos últimos meses.

As roupas, bolsas e calçados são citados por 45% dos consumidores. Como segunda opção, aparecem os perfumes e os cosméticos, com 28% das respostas.

Também há os 8%, que devem presentar a mãe com o dinheiro.
Os eletrodomésticos são opção para 6%, os livros para 4% e outros 9% pensam em itens diversificados.

Valor do presenteConforme a Fecomércio-PR, além da redução na intenção de presentear, o valor também deve ser menor do que em 2015. O tíquete médio do presente ficou em R$ 99,5.

No ano passado, o valor médio era de R$ 104.
A maioria dos paranaenses, 63%, pretende comprar um presente na faixa de R$ 50 a R$100.

Os que planejam gastar entre R$101 e R$150 somam 28%; os que querem desembolsar de R$151 a R$ 200 são 6%; já os mais generosos, que podem despender acima de R$ 200, são apenas 3%. Situação política e econômicaQuestionados sobre a influência da crise política e econômica na escolha do presente, 90% dos entrevistados consideram que a situação atual do país é fator importante tanto para a queda na intenção de consumo, quanto na redução do tíquete médio.

No ano passado, 82% tinham a mesma percepção, o que evidencia que a conjuntura atual está impactando o consumo de maneira mais contundente neste ano. Principais motivadores de comprasPara 39% dos consumidores, a qualidade do produto é imprescindível para definir a compra.

Já 30% focam no preço baixo, enquanto, para 11%, o desconto no pagamento à vista é fator relevante.
A qualidade do atendimento prestado pelo vendedor é determinante para apenas 10% dos clientes; 9% apreciam que o estabelecimento seja flexível com relação às formas e planos de pagamento.

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