Morador de Formiga, MG, Fernando Couto foi encontrado morto na Argentina (Foto: Facebook/Reprodução)
Parentes do brasileiro Fernando Couto, de 36 anos, encontrado morto em um apartamento em Buenos Aires, chegaram nesta segunda-feira (9) à capital argentina. A mãe e a mulher do mineiro de Formiga viajaram após o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informar, na sexta-feira (6), que o corpo poderá ser liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) nesta terça-feira (10). Marcelo Couto, irmão de Fernando, disse que a família pensa em cremar o corpo do estudante de medicina no país vizinho.

O Itamaraty repetiu ao G1 que o Consulado-Geral do Brasil em Buenos Aires acompanha o caso e presta assistência à família, mas se negou a confirmou as informações fornecidas pelo irmão de Fernando, com a alegação de que não pode fornecer informações de caráter privado sem autorização da família.
A causa da morte de Fernando Couto ainda não foi confirmada.

Mas, um e-mail que Marcelo Couto garante ter sido enviado na noite de 28 de abril pelo Itamaraty à mãe, Maria Lílian Soares, apontou que ele teria sido vítima de intoxicação por gás vazado de um chuveiro.  
Durante a noite ele contou que havia acabado de tomar o primeiro banho quente lá.

Pelo que tudo indica, houve algum tipo de vazamento de gás e ele inalou tudo isso enquanto dormia.
Marcelo Couto, irmão
Fernando chegou a Buenos Aires 15 dias antes de morrer.

Segundo o irmão Marcelo Couto, ele havia comentado com a esposa, que ficou no Brasil, sobre um defeito no chuveiro do apartamento que alugou.
“Ele disse que vinha tomando banhos frios porque o chuveiro estava com problema.

No dia anterior à morte, ele chamou um bombeiro para fazer a manutenção. Durante a noite ele contou que havia acabado de tomar o primeiro banho quente lá.

Pelo que tudo indica, à noite houve algum tipo de vazamento de gás e ele inalou tudo isso enquanto dormia”.
O tipo de gás supostamente inalado não foi divulgado.

“Segundo as informações que recebemos do Itamaraty, não havia nenhum tipo de sinal de violência. Esse laudo descarta qualquer outra hipótese, como assassinato, latrocínio [roubo seguido de morte] ou suicídio.

Meus pais são médicos e disseram que a pessoa que sofre intoxicação por gás não percebe o que está acontecendo. Ela desmaia, sofre parada cardíaca e morre.

A gente sabe que foi uma fatalidade”, disse o irmão.
Procurado pelo G1, o Itamaraty não confirmou o conteúdo do e-mail citado pelo irmão de FernandoProcedimentos para liberaçãoNo Brasil, parentes de Fernando providenciaram os papéis exibidos pelo Itamaraty para a liberação do corpo.

A previsão inicial é de que isso ocorresse no dia 4 de maio, mas não se confirmou. A família continuou aguardando novas informações por parte do órgão responsável por intermediar relações de brasileiros com órgãos em outros países.

Viajou para estudarFernando Couto era casado, mas não tinha filhos. Formado em veterinária, resolveu trancar um curso de ciência da computação no Brasil e viajar à Argentina para estudar medicina.

Não tinha parentes no país vizinho, mas fez amigos lá.
Gostava de pedalar nas horas vagas.

Fator que, segundo a família, foi determinante para que ele sempre tivesse boa saúde. Segundo Marcelo Couto, o irmão não tinha problemas que justificassem algum tipo de cuidado médico.

Por isso, a primeira hipótese para o crime era de que ele tivesse sofrido um mal súbito. “Um infarto, talvez”, disse ele no dia seguinte à notícia da morte.

Mensagem deixada em página de Fernando Couto após notícia de sua morte (Foto: Facebook/Reprodução)
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