Laudo de exame de DNA em ossada deve sair em 30 dias, diz polícia de MS (Foto: Divulgação/ Polícia Civil MS)
A perícia criminal concluiu que a ossada, achada em fevereiro de 2015, no bairro Taveirópolis, em Campo Grande, é da jovem Marília Débora Caballero, de 21 anos. Ao G1 o delegado Messias Pires, responsável pelas investigações, disse que o inquérito será concluído nos próximos dias e que fica sem punições, por conta de uma morte e a prescrição.
“O exame de DNA foi feito com a mãe e um filho da vítima, concluindo que os restos mortais pertencem a jovem.

E o principal suspeito do crime, que foi o companheiro dela, já é falecido. Já o caseiro da madeireira onde a vítima residia, poderia responder pela ocultação de cadáver, já que as evidências apontam que ele ajudou a enterrar o corpo.

Mas, neste caso, o crime já prescreveu”, disse o delegado.
Além dos exames periciais, Messias afirma que ouviu inúmeras testemunhas e todas elas falaram sobre o relacionamento conturbado da jovem e o empresário, com 48 anos na época.

“As pessoas ouvidas disseram inclusive que ele a presenteou com o silicone e também a ajudou a superar as drogas. Mas, com o passar do tempo, ela retornou ao vício e as brigas passaram a ser frequentes”, ressaltou.

Já no ano de 2003, mesma data do desaparecimento da jovem, o empresário teve um novo relacionamento. “Esta última mulher também prestou depoimento e inclusive falou de uma filha em comum com o suspeito.

Atualmente ela está com 10 anos. A mulher ficou chocada com a história e disse até que se livrou de uma tragédia ao lado do empresário”, comentou.

Ocultação de cadáverDurante as buscas, o delegado comentou que ficou comprovado que os ossos recolhidos pertenciam a um ser humano. “Ele alegou que enterrou apenas cachorros, porém somente ele tinha acesso ao local e a investigação acredita que ele ajudou a ocultar o cadáver.

No entanto, o crime já prescreveu e fica sem nenhum indiciamento. O principal suspeito está morto”, explicou.

Sobre a família da vítima, Pires disse que a mãe quer enterrar os restos mortais da vítima. “Ela liga todo dia e diz que o que mais quer é dar um enterro digno para a filha.

Vamos solicitar uma ordem judicial e verificar se o juiz autoriza”, comentou. Entenda o casoO material foi encontrado por volta das 13h (de MS), do dia 28 de fevereiro do ano anterior, na avenida Tiradentes.

A polícia relatou que um empregado estava retirando areia da fossa quando achou a ossada a aproximadamente 2 metros de profundidade. Os ossos estavam divididos em três sacos de ração de cachorro que tinham, na data de fabricação, o ano de 2003.

Isso, conforme o delegado, indica a antiguidade do soterramento. Ossada humana é encontrada enterrada dentro defossa  (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
“Pela estatura da bacia, pelo tamanho do fêmur, pelo crânio, era uma mulher que não devia ter mais de 1,75 metro.

Parecia que o crânio tinha sinal de pancada”, detalhou na época o delegado Enilton Zalla, destacando que a morte pode ter sido violenta.
A Polícia Civil e a perícia recolheram o material e o levaram para o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol).

Zalla relatou que o silicone tinha número de série, fator que pode ajudar na identificação da vítima.
O caso será encaminhado para a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios (DEH).

O delegado orienta que pessoas que tiverem parentes desaparecidos desde 2003 entrem em contato com a polícia pelo 190. De acordo com Zalla, o proprietário da empresa declarou que mudou-se para o local em 2009.

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