Ericka Benevides Lopes é acusada de matar a enteada Rayane Lopes, de 3 anos, em Manaus (Foto: Gabriel Machado/G1 AM)
A Polícia Civil do Amazonas realizou na manhã desta quarta-feira (27) a reconstituição do homicídio de Rayane Lopes, de 3 anos, morta no dia 7 de abril deste ano. A madrasta da menina, Ericka Benevides Lopes, de 19 anos, é apontada como autora do crime e está detida desde o dia 20, quando foi prestar depoimento acerca do caso. A remontagem do homicídio aconteceu na Rua Raimundo Maia, comunidade Parque São Pedro, Tarumã, Zona Oeste de Manaus.

Crime aconteceu no último dia 7, no bairro Tarumã,Zona Oeste (Foto: Gabriel Machado/G1 AM)
De acordo com o delegado titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Ivo Martins, a suspeita informou que brincava com a enteada quando a menina caiu da escada. Em seguida, a madrasta não fez nenhum pedido de socorro e tentou reanimar Rayane, que foi a óbito no local.

Ericka afirmou, em depoimento à polícia,  não saber o que fazer no momento do suposto acidente e resolveu colocar o corpo da menina dentro de uma sacola. Depois, seguiu com o corpo da enteada para o bairro Compensa, Zona Oeste, e atravessou a Ponte Rio Negro em um táxi-lotação.

Lá, desfez-se de Rayane, jogando-a no rio.
No entanto, logo depois de se apresentar à polícia, a suspeita mudou a sua versão do crime.

Ela relatou que havia jogado o corpo da menina em uma mata, no KM 41, da Rodovia AM-010. No local, policiais da DEHS acharam a ossada de Rayane.

Ivo Martins seguiu com os peritos para o local onde a ossada de Rayane foi encontrada (Foto: Gabriel Machado/G1 AM)
Após a reconstituição do caso, que durou cerca de 30 minutos e contou com a presença da acusada, Ivo Martins afirmou que o crime pode ter sido acidental. “Precisamos verificar a veracidade daquilo que ela [Ericka] diz sobre o acidente.

Os peritos analisaram o depoimento dela e tomaram algumas informações novas que ela revelou hoje. Mas, já adianto que é possível que o crime tenha sido acidental.

É possível uma criança rolar essa escada e ir a óbito, é [uma escada] muito íngreme. Vamos checar essas informações e confrontar com os elementos que estão sendo levantados no curso do inquérito”.

Menina caiu da escada onde morava com amadrasta (Foto: Gabriel Machado/G1 AM)
O delegado seguiu com os peritos e Ericka para o local onde a ossada da menina foi encontrada. “Os peritos vão checar, agora, considerando o peso do corpo da criança, se seria possível a acusada transportar sozinha até o ramal da BR”, completou.

Mesmo assim, Martins acredita que a madrasta não tenha recebido ajuda. “Ela tem procurado colaborar, não há indícios de participação de outra pessoa.

Todas essas conjecturas a gente está fazendo no curso do inquérito policial e esperamos encerrar no prazo legal e encaminhá-lo à Justiça”, encerrou Ivo Martins.
Ericka foi indiciada por homicídio e ocultação de cadáver e, após o término dos procedimentos, será encaminhada ao Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), onde irá permanecer à disposição da Justiça.

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