Área onde ocorreu o confronto fica próximo ao acampamento Dom Tomás Balduíno, em Quedas do Iguaçu (Foto: Reprodução / RPC)
A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quarta-feira (11) a reconstituição do confronto entre policiais e integrantes do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ocorrido no dia 7 de abril. Na ocasião, dois acampados foram mortos e ao menos seis ficaram feridos. A primeira versão será a dos policiais militares que participaram do enfrentamento.

Na quinta (12) será a vez dos sem-terra.
A reconstituição, explicou a assessoria de imprensa da PF em Cascavel, onde o caso está sendo investigado, se deve em função das divergências nos depoimentos d e envolvidos e de testemunhas.

Os trabalhos tiveram início por volta das 8h e devem se estender por todo o dia. O acesso à área onde ocorreu o confronto, próximo ao acampamento Dom Tomás Beduíno, foi isolada pela polícia.

As informações serão incluídas no inquérito aberto pela Polícia Federal (PF), cujo prazo de conclusão termina nesta semana e que deve ser ampliado, conforme adiantou o delegado federal Emerson Rodrigues.
Acompanham a reconstituição ainda policiais civis, o Ministério Público (MP-PR) – que também investigam o confronto -, advogados dos envolvidos e representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de organizações de defesa dos direitos humanos.

Curiosos e a imprensa não tiveram o acesso permitido pela PF, que com o isolamento também procura evitar possíveis desentendimentos durante o trabalho.
Em entrevista no dia 26 de abril, o delegado da Polícia Civil, Adriano Chohfi, disse que pediu à Justiça a exumação dos corpos das vítimas.

O pedido já foi deferido, porém a data ainda não foi marcada.   
O inquérito a cargo da Polícia Civil foi encaminhado incompleto no dia 15 de abril ao Ministério Público (MP-PR), que o devolveu e solicitou mais informações à delegada Ana Karine Palodetto.

Na época, a responsável pelo caso declarou que, pela falta de depoimentos de alguns sem-terra que foram intimados e não compareceram à delegacia, não foi possível definir de quem partiu o primeiro tiro.
As versões apresentadas até agora são bastante divergentes.

Enquanto um dos sem-terra feridos e detidos no mesmo dia do confronto diz que a polícia foi a primeira a atirar, outro afirma ter partido dos próprios sem-terra o primeiro disparo. Esta é a mesma versão defendida pelo advogado do MST, Claudemir Torrente Lima, o qual acrescenta inclusive que os acampados foram atingidos pelas costas.

O confronto ocorreu na Linha Fazendinha, próximo ao acampamento Dom Tomás Balduíno, quando policiais ambientais foram acionados para atender um suposto princípio de incêndio na área. Quer saber mais notícias da região? Acesse o G1 Oeste e Sudoeste
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