Ex-deputado foi levado à Colônia Agrícola Penal após apresentação na Polinter (Foto: Hosana Morais/G1)
A Polícia Civil de Rondônia confirmou a prisão do ex-deputado estadual, Haroldo Franklin de Carvalho Augusto dos Santos, um dos condenados pela Operação Dominó, deflagrada em 2006, para investigar desvio de dinheiro na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE). Ele se apresentou espontaneamente na Delegacia de Polícia Interestadual (Polinter) às 9h da manhã e foi encaminhado à Colônia Agrícola Penal às 10h25 para cumprimento de regime semi-aberto.
O G1 entrou em contato com a defesa de Haroldo Franklin, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria.

Ao todo, cinco ex-deputados condenados na Dominó já estão presos, incluindo Haroldo Franklin. Já foram confirmadas as prisões dos ex-deputados João Batista dos Santos (João da Muleta), João Jerolomo de Mendonça, Ronilton Rodrigues Reis (Ronilton Capixaba) e Daniel Neri.

As prisões foram resultado de uma ação feita no último dia 7 de abril, quando o Ministério Público de Rondônia e a Polícia Civil cumpriram sete mandados de prisão expedidos pelo Tribunal de Justiça de Rondônia contra os ex-deputados, condenados pelos crimes de peculato, corrupção passiva, quadrilha e concussão.
Os sete mandados devem acarretar ainda nas prisões de Ellen Ruth Castanhedes e Marcos Donadon.

A defesa de Donadon preferiu não se pronunciar sobre o assunto. A defesa de Ellen Ruth Castanhedes não atendeu aos telefonemas do G1 até a publicação desta matéria.

Estão foragidos também Amarildo Almeida, Moisés José Ribeiro de Oliveira e José Carlos de Oliveira (Carlão de Oliveira), ex-presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia e líder do esquema de corrupção. Esses três já tinham mandado de prisão expedido pelo TJ-RO em fevereiro de 2016, mas o órgão não conseguiu a localização do trio.

Operação DominóA operação Dominó foi deflagrada em 2006 para investigar desvios na Assembleia Legislativa de Rondônia e culminou na prisão de 20 pessoas ligadas aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Estima-se que R$ 70 milhões foram desviados em contratos fraudulentos.

Os acusados foram julgados em 2008, mas recorreram do processo, adiando a execução provisória condenatória expedida pelo TJ-RO. Um dos argumentos utilizados pelos acusados era de que o Tribunal de RO não tinha competência para julgá-los.

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