A Polícia Civil pediu nesta sexta-feira (13) a exumação do corpo da estudante Yrna de Sousa, achada morta no porta-malas do carro do namorado na madrugada de 1º de maio. Segundo a polícia, o objetivo é identificar se a vítima consumiu drogas nos 90 dias anteriores à morte, como alega o namorado, Gregório Donizeti. Os advogados de Yrna são contrários à exumação porque, segundo eles, o exame é irrelevante para a investigação.

“Nós discordamos completamente porque o resultado que vier dele em nada contribuirá para as investigações. Entendemos que com a realização de exames dessa ordem está se fugindo do objeto central da investigação que é o esclarecimento das causas da morte da senhora Yrna”, diz a defesa.

O pedido de exumação será encaminhado à Justiça, que vai definir se aceita ou não o procedimento pedido pela Polícia Civil. Os advogados da família da vítima afirmam também que ainda nesta sexta-feira vão acionar o Ministério Público para que acompanhe a investigação do caso.

 Mais de 20 pessoas já prestaram depoimento sobre o caso. O namorado de Yrna, Gregório Donizeti, apresentou sua versão à polícia quando comunicou a morta da estudante.

Ele deve prestar novo depoimento na próxima semana. Ele comunicou aos policiais que os dois fizeram uso de morfina e que ela morreu de overdose.

Familiares e amigos negam que Yrna fosse usuária de drogas. Marcas de agressãoSegundo o advogado Cândido Albuquerque, fotografias feitas pela família de Yrna mostram machucados “claramente perceptíveis” no olho direito, nas mãos, embaixo do queixo e nas costas.

“As imagens me causaram inquietação e é sobre isso que preciso conversar com a delegada. Se atestou muito facilmente a ausência de lesões e não é isso que as fotografias mostram.

Se são lesões profundas, ou não, isso eu não posso dizer, mas a polícia tem que investigar. Se houve agressão, existe a possibilidade de ter havido homicídio”.

Mantida em porta-malasUniversitária Yrna de Sousa foi encontrada morta após passar 12h no carro do namorado Gregório Donizeti em Fortaleza (Foto: Foto: Reprodução Facebook)
Yrna de Sousa, de 27 anos, morreu na madrugada de domingo, 1º de maio, e foi mantida no porta-malas do carro do namorado por pelo menos 12 horas. O GPS do carro de Gregório mostra que ele esteve em três bairros de Fortaleza com o corpo de Yrna.

Por não comunicar imediatamente sobre a morte da garota, ele foi indiciado por ocultação de cadáver.
Em depoimento à polícia, Gregório afirmou que os dois fizeram consumo de drogas, o que levou a garota à morte.

Familiares, amigos e advogados contestam a versão do namorado. Os advogados afirmam ainda que Yrna tinha várias marcas de agressão no corpo e pede que a polícia investigue as causas de um suposto homicídio.

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