Policiais civis em greve protestaram novamente em frente ao palácio do governo de Alagoas (Foto: Luis Vitor Melo/ G1)
Os policiais civis de Alagoas, em greve desde o último dia 18, decidiram paralisar 100% dos serviços. A medida foi acordada durante uma assembleia da categoria, realizada no Sindicato os Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) nesta quarta-feira (4). Após a assembleia, eles seguiram em protesto para a frente do Palácio República dos Palmares, no Centro.

De acordo com o presidente do Sindpol, Josimar Melo, a paralisação atinge os setores que ainda permaneciam em funcionamento, principalmente na confecção de Boletins de Ocorrência, que vinham sendo feitos também por escrivães. “Apenas flagrantes estarão sendo realizados pelos delegados plantonistas”.

Categoria decidiu em assembleia paralisar 100%dos serviços (Foto: Luis Vitor Melo/ G1)
A categoria já havia sinalizado que rejeitaria a proposta aprensentada pelo governo, que foi classificada como um recuo nas negociações.
Em reunião no Tribunal de Justiça de Alagoas, o secretário de Planejamento e Gestão disse que o governador Renan Filho (PMDB) garantiria o piso salarial de R$ 3,6 mil somente após a negociação sobre o índice da revisão geral dos servidores públicos.

“Acertaríamos um aumento em 17% no nosso piso, uma medida paliativa. Até novembro, nosso salário passaria de R$ 3.

062 para R$ 3. 600, e depois haveria um aumento definitivo, mas o governo retrocedeu, porque eles queriam dar o aumento final só depois de acertar o IPCA de todo mundo, e isso não concordamos”, explicou o presidente do Sindpol.

GovernoPor meio de nota encaminhada à imprensa, o governo de Alagoas já havia pontuado as dificuldades financeiras para fazer reajustes salariais. Para o governo, o momento é inoportuno devido à “crise aguda, agravada pelas incertezas políticas”.

Leia abaixo:NOTA PÚBLICAA Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio reafirma à sociedade alagoana e, em particular, ao conjunto dos servidores públicos, que sempre esteve e estará disposta a manter um diálogo construtivo e civilizado sobre as questões salariais de todas as categorias do funcionalismo estadual. É necessário, no entanto, ter presente que o Governo do Estado, neste período extremamente delicado e importante da vida brasileira, está atento e preocupado com a situação nacional.

O quadro econômico é de crise aguda, agravada pelas incertezas políticas que causam sobressaltos e inquietam a população. Neste momento, nada menos que 11 (onze) Estados da Federação estão às voltas com dificuldades financeiras de tal monta que não conseguem manter em dia o pagamento dos salários de seus servidores.

A maioria desses Estados, ressalte-se, possui economia mais robusta que Alagoas. Esse quadro desaconselha qualquer iniciativa que possa colocar em risco ou desorganizar o equilíbrio financeiro de Alagoas.

O Governo do Estado manterá a postura de prudência, segurança e zelo com as contas públicas, porque esta é a responsabilidade que a população de Alagoas lhe confiou. Maceió, 3 de maio de 2016SECRETARIA DE ESTADO DO PLANEJAMENTO, GESTÃO E PATRIMÔNIO 
.