Antes e depois mostra como a praça ficou após obra (Foto: Marcelo Lima/Arquivo Pessoal; Abinoan Santiago/G1)
Uma obra inacabada da Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) está provocando reclamação entre moradores na Av. 6 de Setembro, no bairro Trem, na Zona Sul de Macapá. Segundo eles, a tubulação usada na via destruiu uma praça construída há dez anos com dinheiro da própria comunidade.

Segundo a vizinhança do entorno da praça, a intenção dos moradores é reconstruir o espaço de lazer com a união de cada um, mas a possibilidade de nova destruição deixa a comunidade em um impasse.
A Caesa informou em nota que realiza a “reformulação do projeto executivo da obra para que, brevemente, possa realizar a licitação”.

Tubulação teve que ser colocada em obraem Macapá (Foto: Abinoan Santiago/G1)
“Nós juntamos o dinheiro para fazer a praça e a Caesa realizou esse trabalho pela metade, sem consultar a comunidade. Apenas chegaram e quebraram tudo.

Agora, nós queremos reconstruir o espaço, mas não sabemos se a obra vai recomeçar ou ficará abandonada para sempre. Queríamos uma posição da Caesa sobre isso”, reclamou o jornalista Marcelo Lima, de 47 anos.

Quatro anos após o início da obra da companhia, em 2012, a tubulação ainda causa transtornos que vão além da destruição da praça comunitária, segundo os moradores. A via, que antes era asfaltada, de acordo com a vizinhança, está tomada por buracos por causa da retirada do capeamento.

Segundo a Caesa, o serviço “teve o contrato rescindido devido ao não cumprimento de requisitos contratuais pela empresa executora, à época”. A companhia também esclareceu que a “obra é relativa a reforma, adequação e ampliação de adutora de água bruta no abastecimento de Macapá”.

“Eu não aceito ver essa obra parada porque estava tudo bonitinho. Fizemos coleta, cada um deu um pouco daqui e outro dali e tínhamos uma praça para lazer, mas a obra quebrou tudo e desde então nunca mais nos deram satisfação sobre se seria reiniciada ou não.

Em resumo, ficamos sem a obra da Caesa e sem a praça”, reclamou a aposentada Maria Ana de Oliveira, de 78 anos, moradora da mesma rua há 50 anos. Praça foi construída com dinheiro da própria comunidade (Foto: Marcelo Lima/Arquivo Pessoal; Abinoan Santiago/G1)
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