Maratonista tem três empregos em Rondônia (Foto: Matheus Henrique/G1)
A maratonista Liduina Mendes, de 42 anos, aprendeu a lidar com a rotina intensa de trabalho e treinos para ser bem sucedida tanto profissionalmente, como nas pistas de Rondônia. Além de corredora, tem uma rotina de três empregos diários e dois treinos por dia. Trava todos os dias uma intensa batalha contra o tempo.

É enfermeira em dois lugares e atende um escritório de advocacia que trabalha na parte da tarde.
“Se eu parar de trabalhar eu não tenho condições de me manter, nem continuar a carreira de maratonista.

Faço o que eu gosto, sou feliz e tenho prazer por meus trabalhos”, enfatiza.
Liduina explica ao G1 que a rotina inicia na madrugada, com um treino leve, que será complementado no final da tarde.

Pela manhã é enfermeira em um hospital particular de Porto Velho. Após o almoço, tira o jaleco para dar lugar ao blazer e advoga em seu próprio escritório.

No início da noite, começa uma jornada de 12 horas seguidas em um hospital público de Porto Velho. Ela explica que só quando não tem plantão é que consegue dormir direito.

Para poder se preparar para a ultramaratona que vai enfrentar na África do Sul, Liduina corre até 130 km toda semana. “Eu rodo mais que meu carro.

Meu lazer é isso aqui, correr”, afirmou. Liduina tem 42 anos é enfermeira, advogada emaratonista em Rondônia (Foto: Arquivo Pessoal)
“Tem cinco anos que eu corro, comecei andando e não conseguia correr nem 1 km.

Fui pegando gosto pela corrida e virou paixão. Minha primeira faculdade foi enfermagem, não tinha muitas condições, até que me formei e fiz minha segunda faculdade, de direito”, relembra.

Apesar da extensa carga horária, Liduina diz ter prazer pelo que faz e sente-se feliz como uma pessoa normal. “Como eu vou viajar se eu não tiver trabalho? Sou eu que pago todas minhas despesas.

Eu faço as duas coisas que eu mais gosto e não penso em fazer outro curso. Não penso em fazer uma terceira faculdade, não cabe na minha vida”, comenta.

A maratonista, conta também que passou muitas dificuldades por causa da falta de apoio, até mesmo da família, que demorou para acreditar na carreira de corredora. “Quando eu comecei era muito difícil, fazia tudo sozinha.

Agora minha família abraçou a causa e me ajuda muito. Minha família não apostava no começo, mas como em tudo na vida, tem que dar resultado para poder acreditar”, explica.

“Hoje eu vejo a Liduina com muita garra e determinação. É organizada na vida, honesta, trabalha e faz o que gosta.

Ou seja, sou uma pessoa que só faz o que gosta”, afirma. Maratonista tem prazer em dividir treinos com três empregos em Rondônia (Foto: Matheus Henrique/G1
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