Conforme pesquisa, farinha é o produto com maior alta no preço desde fevereiro,  (Foto: Diego Dantas/PMBV)
A pesquisa mensal do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) sobre o preço das cestas básicas apontou que em março Manaus teve redução de 12,87% no preço dos produtos em relação ao mês de fevereiro, quando ficou em 3º lugar entre as mais caras do país. O valor passou de R$ 437,86 para 381,52, conforme os dados. A farinha e açúcar continuam em preço mais caro e a banana ficou mais barata.

Na capital amazonense, dos 12 itens da cesta básica, nove produtos apresentaram alta e três tiveram queda no preço durante o mês analisado. A farinha continua entre os produtos mais caros, com alta de 9,48% em relação a fevereiro.

Em seguida estão o açúcar, com 9,38%;  óleo de soja com 6,58%; seguidos do feijão com alta de 5,76%, da manteiga, 4,56% mais cara, do arroz com 2,94%, da carne 2,65%, do café 2,14% e do leite com 0,93%.
O tomate reduziu 45,47% e foi o produto que apresentou maior queda no preço no mês.

Em seguida estão a banana 10,16% e o pão 0,52%.
De acordo com o Dieese, a oferta da farinha de mandioca ainda não conseguiu “se recuperar da longa estiagem que houve nas regiões do norte do país, levando a alta do preço.

No acumulado do ano apresenta variação de (28,30%)”. Manaus passa a ocupar a 14ª colocação no ranking das cestas mais caras, dentre as 27 capitais onde é realizada a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos.

O custo da cesta básica para o sustento de uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças, sendo que estas consomem o equivalente a um adulto) foi de R$ 1. 144,56 durante o mês de março.

Esse valor equivale a aproximadamente 1,3 vezes o salário mínimo bruto, fixado pelo governo federal em R$ 880,00. No mês anterior, o custo da cesta básica para esta mesma família era maior e foi de R$ 1.

313,58. Banana apresentou preço inferior ao mês defevereiro (Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM)Preço nas capitaisA pesquisa apontou o aumento no custo do conjunto de alimentos básicos em 16 capitais do Brasil e redução em outras 11.

As maiores altas ocorreram em Vitória (4,19%), Palmas (3,41%) e Salvador (3,22%) e as retrações mais significativas verificaram-se em Manaus (-12,87%) e Boa Vista (-7,05%).
Brasília foi a capital com maior custo da cesta básica (R$ 444,74), seguida de São Paulo (R$ 444,11) e Florianópolis (R$ 441,06).

Os menores valores médios foram observados em Natal (R$ 325,98), Maceió (R$ 342,55) e Rio Branco (R$ 342,66).
Nos três primeiros meses de 2016, as maiores variações acumuladas foram observadas em Belém (17,60%), Aracaju (14,25%), Goiânia (12,77%) e Fortaleza (12,72%).

Os menores aumentos ocorreram em Campo Grande (1,43%), Porto Velho (1,96%), Curitiba (2,30%) e Boa Vista (3,15%). A única diminuição foi registrada em Porto Alegre (-0,82%).

O estudo mostra ainda que salário mínimo necessário para suprir as necessidades do brasileiro seria de R$ 3. 736,26.

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