O quilo do alho é vendido a R$ 28,80 em Divinópolis (Foto: Reprodução/TVIntegração)
Quem costuma pesquisar bastante os preços dos alimentos antes de fazer as compras já deve ter percebido que frutas e verduras ficaram mais caras. Um levantamento feito na cidade pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nupec) mostra que o quilo da uva, por exemplo, chega a custar mais de R$ 8. Um especialista afirma que as mudanças climáticas influenciaram no reajuste.

Arroz, açúcar e tomate foram os itens que mais tiveram queda no custo da cesta básica na cidade em março. Com o kit de alimentos custando R$ 332, a queda de 1,42% em relação ao mesmo período do ano anterior foi a primeira após seis elevações mensais consecutivas e representa uma redução de R$ 4,71.

O educador financeiro Paulo Paduano explica que esses itens já foram vilões da cesta básica. “Recemente, tivemos uma oferta maior do tomate no mercado interno.

Mas ele está com baixa qualidade e oferta super aquecida, que faz com que o preço caia. No caso do açúcar, que é um produto tipo exportação, hoje os produtores estão ofertando mais no mercado interno.

Já o arroz está na safra, ou seja, com oferta maior do que a demanda. Automaticamente, a tendência é de queda no preço”, disse.

Apesar da queda no preço da cesta básica no supermercado, muitos consumidores têm a sensação de que os produtos estão mais caros. A banana está 14% mais cara em Divinópolis(Foto: Reprodução/TVIntegração)
A banana, item da cesta básica, já foi referência de preço baixo.

Tanto é que originou a expressão “a preço de banana” com forma de dizer que algo está barato. Agora, quem compra a “preço de banana” paga um pouco mais.

A fruta está 14% mais cara em Divinópolis, segundo o Nupec. O aumento não se compara com outro item do hortifruti que tem surpreendido: o alho, cujo quilo já é vendido a R$ 28,80.

“Alguns produtos têm seu preço cotado em dólar. Quando isso ocorre, a tendência é de que os produtores ofertem mais ao mercado externo”, acrescentou.

Para economizarUma alternativa adotada por muitos consumidores é a de procurar sacolões em bairros. Esses estabelecimentos que ficam a certa distância da região central costumam comprar de fornecedores locais – produtores rurais da agricultura familiar.

Os produtos deles são mais baratos que os fornecidos pelas grandes distirbuidoras.
Entre as frutas, a laranja, a mexerica e o acabate também estão mais baratos por causa da época.

O abacate está mais barato por causa da época (Foto: TV Integração/Reprodução)
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