Imóveis do Programa Minha Casa, Minha Vida têm maior volume de vendas (Foto: Andrezza Lifsitch/G1 AM)
O preço médio do metro quadrado de imóveis vendidos em Manaus caiu 4,7% em março no comparativo com fevereiro deste ano. A redução do valor no mercado impulsionou a comercialização de imóveis na capital. O setor movimentou mais de R$ 98 milhões na venda 310 unidades somente no mês passado.

Os dados foram divulgados pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (ADEMI-AM), nesta terça-feira (18).
     Variação Preço M² ManausMêsValor
Novembro/2015
R$ 4.

625,29
Dezembro/2015
R$ 4. 451,33
Janeiro/2016
R$ 5.

104. ,30
Fevereiro/2016
R$ 4.

808,46
Março/2016
R$ 4. 583,47
Fonte: ADEMI-AM
Mensalmente a ADEMI-AM verifica o desempenho do setor de vendas de imóveis na capital.

A terceira Pesquisa do Mercado Imobiliário deste ano mostrou que o preço médio por m² dos imóveis vendidos em Manaus foi de R$ 4. 583,47 em março.

O valor é R$ 224,99 menor em relação ao registrado no mês anterior, quando o preço por metro quadrado era de R$ 4. 808,46.

Atualmente, o metro quadrado mais barato de Manaus fica no bairro Santa Etelvina (Zona Norte) e custa R$ 3. 201.

Já o mais caro custa R$ 7. 944 e fica no bairro Adrianópolis (Zona Centro-Sul).

A redução do valor do metro quadrado colocou a capital amazonense na 18ª posição do ranking de 21 cidades brasileiras, que é liderada por Rio de Janeiro (RJ) R$ 10. 371,00 e São Paulo (SP) R$ 8.

617,00.
“Conseguimos observar que o preço do metro quadrado em Manaus vem diminuindo.

Entre 21 cidades pesquisadas no Brasil estamos na 18ª posição, atrás de Salvador, Campinas e outras. Aquela ideia de que o preço do metro quadrado caro em Manaus não é real.

Hoje, observamos que o preço do m² é mais interessante”, afirmou o conselheiro da ADEMI-AM, Jorge Ayub. ADEMI-AM divulgou indicadores do mercadoimobiliário (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)VendasA redução do preço médio do metro quadrado de imóveis na capital foi um dos fatores que contribuíram para aumentar a comercialização de unidades.

O mercado movimentou R$ 98. 255.

876,00 no último mês do primeiro trimestre de 2016. Ao todo, 310 imóveis foram vendidos, sendo a  maioria de unidades habitacionais e apenas seis imóveis comerciais.

 
De acordo com a pesquisa de mercado, o bairro com maior número de imóveis comercializados foi o Santa Etelvina com 77 unidades e Ponta Negra (Zona Oeste) com 31 unidades.
O índice de Vendas Sobre a Oferta (VSO), que verifica a velocidade de vendas de imóveis em oferta no mercado, foi de 8,1%.

Enquanto no mês anterior foi registrado um índice de comercialização de 6,5%
“O VSO de março foi bem interessante, diferente dos meses anteriores. Em janeiro foi 6,2%, dezembro 6,7% e novembro 1,8%.

Houve um crescimento e uma velocidade de vendas surpreendente. Isso mostra que este é o momento de se comprar os imóveis porque os estoques estão diminuindo e o preço do metro quadrado também.

Se o estoque desce e o valor está bem propício esse é o melhor momento de se comprar”, avaliou Jorge Ayub.
Os imóveis na planta tiveram índice de vendas de 5,2%.

Em fase de obra o valor chega a 5,9%. Já o imóvel pronto foi o que mais vendeu, totalizando 162 unidades em março, com VSO de 13,2%.

“Durante todo o mês, mais de dez imóveis foram vendidos diariamente em Manaus, mostrando que o mercado continua com fôlego e as ações realizadas pelas empresas para incentivar as vendas estão dando bons resultados”, afirmou o presidente da ADEMI-AM, Romero Reis.
Atualmente, 3.

595 imóveis estão disponíveis no mercado para comercialização em Manaus. O volume de unidades corresponde ao valor de R$ 1.

459. 201.

548,00. Entretanto, a falta de lançamento de novos empreendimentos coloca em risco a oferta de imóveis no mercado imobiliário da capital.

“Visualizamos que se não houve novos lançamentos em 16 meses não teremos mais este estoque. Esse ano apenas uma incorporadora fez um pequeno lançamento.

Depois da crise econômica instaurada no Brasil as incorporadoras tiveram um momento de reflexão, mas vai chegar a hora de novos lançamentos sim. Acredito que no segundo semestre teremos lançamentos e isso favorece o mercado da construção civil”, disse o conselheiro.

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