Madrastra será encaminhada à cadeia em Manaus (Foto: Suelen Golçalves/G1 AM)
A madrasta da menina Rayane, Ericka Benevides Lopes, 19, presa por suspeita da morte da enteada, de 3 anos, foi apresentada à imprensa na manhã desta sexta-feira (22), em Manaus. Na delegacia, ela confirmou ter ocultado o corpo, mas alegou inocência. “Foi acidente.

Se eu tivesse matado, eu estaria longe”, disse. A criança desapareceu no início de abril deste ano.

De acordo com o depoimento da madrasta à polícia, a morte dela ocorreu na manhã do dia 7 quando ela brincava perto de casa. A mulher alega que um cachorro teria pulado na menina e, ao cair, ela quebrou o pescoço, causando sua morte.

De acordo com o delegado titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Ivo Martins, a mulher disse que, após o ocorrido, saiu para comprar uma sacola para colocar o corpo. Em seguida, pegou um ônibus com destino à AM 010 (Zona Rural de Manaus), onde abandonou o corpo da enteada.

Conforme a polícia, o terreno fica localizado nas proximidades de um sítio da família.
Após esconder o corpo, ela seguiu para Boa Vista, em Roraima, onde permaneceu até o dia 15 deste mês, data em que resolveu procurar a polícia em Manaus para confessar o crime.

De acordo com o delegado, Ericka contou a versão de que o cachorro teria causado a morte da vítima, mas declarou ter jogado o corpo da criança no Rio Negro. No entanto, ela voltou atrás da informação dias depois e confessou ter escondido o corpo em um terreno baldio.

Na segunda-feira (18), Ericka relevou o local onde a menina estava. Rayane tinha 3 anos (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
Na delegacia na manhã desta sexta, a suspeita afirmou não ter matado a criança.

“Foi acidente. Se eu tivesse matado, eu estaria longe.

Tive culpa porque não fiz o certo, que era ter chamado um médico ou alguém para ajudar. Cuidava dela desde bebê.

Se eu fosse tão ruim como estão falando, a família dela não teria deixado ela comigo”, afirmou. A madrasta afirmou que cuidava de Rayane desde os três meses.

Segundo ela, a mãe abandonou a criança e o pai está preso em Roraima por tráfico de drogas.
Jaqueline Lopes – irmã do pai da criança – disse que era responsável por Rayane desde os primeiros meses de vida.

Ela contou também que no dia 25 a filha dela, de 11 anos, e Rayane foram passar o fim de semana na casa da suspeita. No dia 27, somente a filha voltou para casa.

“Eu perguntei pela Rayane, mas ela disse que o pai havia pedido para ficar com ela. Depois disso não consegui mais falar com ela (suspeita) porque ela vendeu o celular”, disse.

De acordo com o delegado, uma reconstituição do caso está marcada para ocorrer na segunda-feira (25). Ericka Lopes será indiciada por homicídio e ocultação de cadáver.

Ela será encaminhada à cadeia feminina em Manaus.
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