O ex-ministro José Dirceu está preso na carceragem da PF, em Curitiba (Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters)
O ex-ministro José Dirceu, que está preso pela Lava Jato no Complexo Médico-Penal (CMP), em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, vai passar por uma bateria de exames médicos no Hospital Santa Cruz entre esta segunda-feira (18) e terça (19). Dirceu deixou a carceragem em um carro da PF por volta das 6h30 e deu entrada no hospital às 7h05.
Ele reclamou de dores de cabeça constantes, além de hipertensão arterial, hipercolesterolemia e distúrbio de ansiedade.

Para justificar o pedido de exames, a defesa de José Dirceu apresentou um relatório médico que prescrevia o internamento para controle da pressão e realização de exames.
O atestado médico assinado por Job José da Natividade Neto, médico pessoal do ex-ministro, afirma que o paciente sentiu dor de cabeça por 20 dias consecutivos “intermitente, lancinante e sem fator de melhora ou piora”.

Conforme o médico, apesar de estar preso em unidade prisional hospitalar, ele não possui o serviço de radiologia necessário.
No início de abril, o juiz Sérgio Moro já tinha autorizado o internamento.

Na decisão, o juiz ressaltou que, diante da limitação de policiais federais para realização de escolta, José Dirceu deve realizar uma bateria completa de exames, preferencialmente realizados na mesma data.
Por sua vez, no dia 11 de abril, defesa do ex-ministro informou que, devido à complexidade dos exames, foi preciso agendar duas datas, com internamento do paciente.

AcusaçõesJosé Dirceu responde pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de receber propinas da Engevix Engenharia no esquema de corrupção da Petrobras.

A ação penal está na fase de alegações finais das defesas – o prazo segue até 21 de abril. Esta é a última fase antes da sentença do juiz.

O Ministério Público Federal (MPF) já apresentou as alegações, reforçando o pedido de condenação do ex-ministro.
Segundo o MPF, Dirceu era responsável por definir os cargos no governo Lula e o nome de Duque foi sugerido pelo lobista Fernando Moura.

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