Curso de Formação de Oficiais da PM iniciou nesta segunda-feira (2) (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
Cinquenta e seis cadetes policiais militares retomaram nesta segunda-feira (2) o Curso de Formação de Oficiais (CFO). É a primeira vez a primeira vez que a graduação para novos tenentes é realizada no Amapá. Os estudos reiniciaram nesta segunda-feira (2), com uma aula inaugural no Museu Sacaca, na Zona Sul de Macapá, após suspensão do convênio da PM amapaense com academias de demais estados.

De acordo com a Polícia Militar (PM), 46 homens e 10 mulheres participam da formação que deve durar até o primeiro semestre de 2017. A turma foi formada após concurso público realizado em 2014 e iniciou os estudos no Rio Grande do Norte.

Em 2015, a PM suspendeu a parceria com o estado nordestino e o curso ficou parado até esta segunda-feira.
A formação dos oficiais combatentes amapaenses acontecia em outros estados e obrigava os policiais a passarem três anos estudando em academias de demais corporações.

Carlos Souza, comandante geral da PM do Amapá(Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
Para o comandante geral da PM, coronel Carlos Souza, o CFO no próprio estado gera uma economia para os militares que participam do curso.
“Esses podem ser os futuros comandantes da instituição, diretores e coronéis.

É um motivo de orgulho porque antes não conseguíamos nem ter estrutura para os estudos. Esses militares estavam morando fora, alugando casas, sustentando a família que ficou aqui, vivendo uma realidade que não é a nossa.

Agora eles vão estar perto da família, na cidade onde vão atuar e numa formação local, onde eles estão vivenciando a realidade da segurança do estado”, avaliou Souza.
As aulas acontecem no Centro de Formação e Aperfeiçoamento (CFA) do Comando Geral da PM, em Macapá.

Durante o curso, a turma tem acesso a disciplinas ministradas por militares e civis mestres e doutores de diversas especialidades. No AP, 56 policiais participam do curso de oficiais(Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
“Tem disciplinas ligadas ao direito, que são essenciais na formação.

Agora também ele iniciam uma fase de alto nível de questões específicas do policiamento, como tiro e abordagem policial, além de liderança, gerenciamento de crises e especificidades da carreira de oficial, que vão gerir estrategicamente a polícia”, descreveu a coordenadora pedagógica do CFO, Geni Frota.
Após o curso e a entrega do trabalho final a ser elaborado pelos militares, os cadetes passarão a ser aspirantes a oficiais e iniciarão estágios nos órgãos da PM.

Após esse período, os alunos serão elevados ao posto de 2º tenente da categoria.
“O oficial faz parte de um grupo que podemos chamar de elite.

Eles são os responsáveis pela liderança e estratégia dentro da polícia. São eles que trabalham com o planejamento das ações policiais.

Os oficiais formados serão a inteligência da polícia”, comentou Geni Frota.
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