Marcha LGBT acontece na Praia de Pajuçara, em Maceió (Foto: Derek Gustavo/G1)
Buscando reivindicar representatividade e a garantia de direitos como segurança educação, centenas de pessoas se reuniram na orla da Pajuçara na tarde deste domingo (15) para a 4ª Marcha LGBT de Alagoas, promovida pela Central LGBT estadual. O ato também recebeu apoio de grupos afro.
“Nós buscamos melhorias na educação e segurança.

Pedimos também uma delegacia que nos receba, que trate dos casos de violência contra a população LGBT com o devido respeito. Queremos que o governo e a sociedade como um todo olhem com mais cuidado e respeito para as minorias”, explica o presidente da Central LGBT de Alagoas, Messias Mendonça.

Outro tema abordado e que é alvo de críticas por parte do movimento, é a Lei da Escola Livre, que depois de muita polêmica se tornou lei no estado no dia 9 de maio.
“Em 2016, graças a Deus só tivemos o registro de dois casos de violência por homofobia aqui em Alagoas.

Mas no ano passado, foram 38, principalmente contra pessoas ainda não assumidas. No interior, onde o patriarcado é muito forte, os casos de violência são piores que na capital”, conclui Mendonça.

Bandeira do movimento LGBT é aberta na orla de Maceió (Foto: Derek Gustavo/G1)
Os casos de violência psicológica e física sofridas pela população LGBT também merecem atenção, segundo a advogada Abineia Miranda, responsável pela parte jurídica da Associação na qual a Central alagoana está inserida.
“Quando um homem se assume, por exemplo, a sociedade pensa que ele vai ou quer assumir o lugar da mulher.

E isso acaba levando a muitos casos de violência psicológica e física. É preciso criminalizar a homofobia.

O grupo Afoxé Povo de Exú também participa do ato. “Estamos juntos ao movimento LGBT.

Somos uma só raça, somos todos iguais. E juntos somos mais fortes para enfrentar as dificuldades”, afirma a integrante Janiele Crispim da Silva.

A marcha vai passar por toda a orla da Pajuçara, e está prevista para terminar ás 20h30, contando com a participação de atrações musicais e discursos.
A expectativa de público dos organizadores é de 30 mil pessoas.

Segundo a PM, no momento da concentração, por volta das 16h, havia cerca de 200 pessoas no local.
O policiamento está sendo feito por homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Radiopatrulha, 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM) e Batalhão de Polícia Escolar (BPEsc).

A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) bloqueou algumas ruas para a realização do ato.
“Estamos fazendo o policiamento a pé, para acompanhar a marcha e garantir o direito que eles têm de se expressar.

Também há o patrulhamento motorizado, para evitar furtos e roubos. Queremos que tudo corra bem até o final”, diz o capitão Jobasine Almeida.

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