Segundo o delegado, jovem poderá ser obrigado a pagar pelos gastos que a polícia teve (Foto: Reprodução/Youtube)
O jovem responsável por colocar uma falsa bomba no Jardim Botânico de Curitiba, no sábado (7), disse nesta terça-feira (10), que cometeu o ato para ficar famoso no Youtube. O rapaz, de 19 anos, foi preso pela Polícia Civil. Ele confessou ter colocado uma mochila ao lado da estufa do Jardim Botânico e acionado a Polícia Militar.

“Estava passando por condições financeiras bem precárias e eu tentei arranjar alguma forma de poder ‘bombar’ para ganhar algum dinheiro”, disse o rapaz ao ser liberado. Ele foi autuado por falsa comunicação de crime e apologia ao crime.

O jovem possui um canal no Youtube e, com a repercussão do caso, esperava ficar famoso. “Eu achei que eu pagaria uma multa e que eu conseguiria ficar famoso no Youtube e pagar minhas contas”, afirmou.

O rapaz pediu desculpas pelo ato. “Eu queria pedir desculpas a todos os policiais e às pessoas que eu botei medo.

Fiz os policiais perderem seu tempo. Poderiam estar fazendo qualquer outra ocorrência e atenderam a minha situação.

Queria pedir desculpas para todo mundo aí, que eu atrapalhei a vida de todo mundo”, disse. Apesar de ter sido autuado, ele assinou um termo circunstanciado e foi liberado.

Falsa bomba foi colocada ao lado da estufado Jardim Botânico (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
O jovem fez um vídeo mostrando como ele colocou a falsa bomba ao lado da estufa do Jardim Botânico. Nas imagens, ele diz que queria testar a segurança do parque, um dos principais pontos turísticos da cidade.

Ele mostrou toda a ação policial, que culminou na interdição de parte do parque naquela tarde.
Segundo o delegado Vinícius Borges Martins.

da Delegacia de Explosivos, Armas e Munição (Deam), que investiga o caso, a polícia ainda investiga um menor de idade, que ajudou o rapaz de 19 anos a produzir o vídeo. Ele acredita que os dois podem ser responsabilizados pelos gastos que a Polícia Militar teve para atender à falsa ocorrência.

“Sabemos que policiais de Ponta Grossa se deslocaram a Curitiba justamente para atender a esse episódio. Lógicamente, esse é um custo que o estado vai ter que arcar.

E logicamente, se o juiz assim entender e se o Ministério Público assim entender, deve fazê-lo pagar”, pontuou o delegado.
Ainda de acordo com ele, devido ao período pré-olimpíadas, casos semelhantes serão tratados da mesma forma, com o deslocamento de todo o efetivo policial para conter a suposta ameaça.

“Se nós estivéssemos em qualquer outro país, essa situação seria enquadrada como terrorismo e ele pegaria no mínimo 20 anos de prisão”, diz Martins. Quer saber mais notícias do estado? Acesse o G1 Paraná.

.