Batalhão de Choque entrou na cadeia por volta de 23h30 (Foto: Jamile Alves/G1 AM)
A rebelião iniciada na noite da terça-feira (3) no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), localizado no km 8 da BR-174, que liga Manaus e Boa Vista, terminou após cerca de 5 horas de negociação.   Quatro pessoas foram feitas reféns. Ninguém ficou ferido.

Os envolvidos já teriam feito motim em outra unidade prisional. Eles seriam integrantes de uma facção criminosa e estariam sofrendo ameaças de grupo rival.

O grupo será transferido. VEJA IMAGENS DA REBELIÃO NO CDPM
O secretário da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Pedro Florêncio, disse que um grupo formado por cinco detentos, que estavam em uma sala de triagem, rendeu três agentes penitenciários e uma enfermeira às 19h.

A rebelião não se ampliou por outros pavilhões onde outros internos estavam.
Os reféns relataram à Seap que o grupo usou álcool e objetos cortantes que estavam em uma enfermaria para fazer ameaças.

Os detentos só liberaram os reféns após a entrada de dois profissionais da imprensa no CDPM, por volta de 00h.
De acordo com a Seap, os presos Fabrício Duarte Araújo, Rômulo Brasil da Costa, Thiago Silva Nascimento, Paulo Henrique Nunes Aniceto e João Valério Mourão de Carvalho participaram da ação nesta terça.

O grupo suspeito de integrar uma facção criminosa queria transferência para um presídio em Boa Vista. Eles alegaram que sofriam ameaças de morte de uma facção rival.

Bombeiros negaram chamas durante rebelião, nesta terça-feira (3) (Foto: Jamile Alves/G1 AM)
Fabrício, Rômulo e Thiago também participaram de um motim no Complexo Anísio Jobim, no dia 26 de abril. Depois do conflito eles foram conduzidos ao CDPM.

Secretário da Seap, Pedro Florêncio(Foto: Jamile Alves/G1 AM)
Os presos serão conduzidos para um Instituto Médico Legal (IML) e devem seguir para um Distrito Integrado de Polícia. Eles vão responder por sequestro.

O secretário admitiu falha no procedimento de segurança e diz que as circunstâncias da rebelião serão analisadas. “Realmente houve uma falha nos procedimentos.

Isso será averiguado para tomarmos as devidas providências e evitar situações como essa”, disse Florêncio.
Corpo de Bombeiros,  Serviço Móvel de Urgência (Samu) e demais órgãos do Sistema de Segurança foram acionados e enviaram equipes ao local da rebelião.

Bombeiros foram acionados para dar apoio durante negociações (Foto: Jamile Alves/G1 AM)
Policiais do Comando de Operações Especiais (COE), Grupamento de Choque e Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) também foram enviados para o CDPM. Túnel utilizado na fuga dos presos(Foto: Thiago Herculado/Rede Amazônica)FugaA rebelião ocorreu um dia após a fuga em massa de 39 internos da unidade prisional por um túnel com cerca de 11 metros de extensão e 50 centímetro de diâmetro.

A fuga ocorreu pela madrugada e começo da manhã. Objetos como baldes, cordas e estoques – armas artesanais, além de ventiladores utilizados para cavar o túnel foram apreendidos após a fuga.

A Polícia Militar (PM) montou, na segunda-feira (2), uma operação especial para tentar fazer a captura de 39 presos que fugiram do CDPM. Imagens dos fugitivos foram divulgadas pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

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