Banco ficou destruído após explosões em Sonora (Foto: Polícia Civil de MS / Divulgação)
Horas após a ação de vandalismo em Sonora, município distante a 366 km de Campo Grande, no qual bandidos atiraram contra prédios públicos, fizeram reféns e roubaram um banco, o clima é de tensão entre os moradores da cidade. Taxista há 15 anos, uma vítima de 47 anos conta que nunca tinha visto “nada igual” na cidade.
 “Eu fiquei em poder deles por 15 minutos.

Foi rápido, mas a gente fica muito assustado nessas horas. Não tem que não fique com uma arma apontada em sua direção.

Quando eles chegaram perto de mim, já tinha cometido o assalto e me barraram somente para impedir qualquer ligação para a polícia”, disse ao G1 o taxista.
Na ocasião, a vítima conta que fazia o plantão na rodoviária da cidade.

Os homens ordenaram a eles para descer do táxi. “Eu entrei no carro deles e me deixaram na rodovia, junto com outro refém.

A ordem era para ir embora e não olhar para nenhum deles, embora todos estivessem de preto e encapuzados”, comentou.
Dentro do carro, o clima era de tensão e o mesmo sentimento foi estendido para os moradores da região nesta segunda-feira (18).

“Não se fala em outra coisa na cidade. Eu mesmo moro aqui desde 1997 e nunca tinha visto nada semelhante.

Com essa violência, é a primeira vez que roubam por aqui”, afirmou o taxista.
Além dele, a outra pessoa que ficou em poder dos ladrões prestou depoimento.

Desde a madrugada, conforme o delegado Francis Flávio Freire, responsável pelas investigações, as policias civil e militar de Mato Grosso do Sule Mato Grosso realizam uma operação. Entenda o casoA ação teve início às 2h30 (de MS).

Os envolvidos estavam fortemente armados com fuzis calibre 5,56 mm, submetralhadoras calibre 9mm, entre outros armamentos de grosso calibre, de acordo com a polícia. Cédulas depredadas foram recolhidas após crime(Foto: Polícia Civil de MS / Divulgação)
Eles arrombaram com explosivos a agência bancária localizada na avenida Marcelo Miranda Soares.

As primeiras informações são de que 8 a 12 homens chegaram em até 4 veículos. Análise de imagens de estabelecimentos vizinhos também apontam cerca de 4 explosões.

Durante a ação dois homens, entre eles um taxista, ajudou a carregar os malotes de dinheiro. Segundo as testemunhas, 4 homens permaneceram em frente ao pelotão e a delegacia, efetuando disparos contra os prédios e as viaturas.

Postes e prefeitura foram alvejados, além de um investigador e militares que foram impedidos de sair dos locais de trabalho.
A ação ocorreu por cerca de 40 minutos e o paradeiro da fuga ainda não foi identificado.

No banco, eles levaram dinheiro de dois cofres e não roubaram os caixas eletrônicos. A perícia recolheu um revólver de calibre 38 foi encontrado e munições, que pertencem à empresa de segurança do banco.

Cédulas dilaceradas também foram apreendidas.
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