Estudante ajudou a polícia a confeccionar o retrato falado do suspeito (Foto: Divulgação/Polícia Civil)A Polícia Civil divulgou, nesta quarta-feira (13), o retrato falado de um homem suspeito de ter abusado sexualmente de uma jovem dentro de um ônibus do transporte coletivo em Curitiba. A estudante Graziela Oliveira, de 22 anos, publicou em uma rede social, na terça-feira (5), uma foto com a saia, que segundo ela, estava suja de esperma. Quatro dias depois disso, ela fez um Boletim de Ocorrência na Delegacia da Mulher.

De acordo com a descrição da polícia, o homem tem entre 23 e 26 anos, cerca de 1,75m, e é magro. No dia do abuso, o suspeito exalava cheiro de algum tipo de droga.

O caso ficou famoso depois de um desabafo que a estudante postou no Facebook, ainda na terça. Na postagem, além de ter relatado tudo o que ocorreu, ela incluiu uma foto da saia suja de esperma.

Em poucas horas, a publicação teve milhares de curtidas e de compartilhamentos.
“Por volta das 18h, eu estava voltando do hospital, onde fui atendida, para casa.

O ônibus estava superlotado. Um cara se encostou em mim e ficou.

Eu tentava me mexer, sair e ele continuava por perto. Ele respirava muito alto no meu ouvido e gemia”, relata.

Ainda conforme a jovem, outros passageiros tentaram ajudá-la a ir para o outro lado do ônibus, mas, mesmo assim, o suspeito insistia em ficar por perto. “Até que decidi descer antes de onde eu pretendia.

Antes de sair, falei que ele era um velho nojento”, lembra. A estudante conta ainda que, assim que deixou o ônibus, percebeu que a saia estava suja.

“Comecei a chorar desesperadamente. Fui para casa, tirei uma foto para mostrar para minha mãe e joguei xampu, perfume e até desinfetante na roupa.

Estava tão nervosa que só tenho uns ‘flashes'”, conta. Em seguida, Grazi conta que decidiu fazer a postagem no Facebook.

“Não quis ficar calada. Houve muita repercussão.

Muita gente me apoiando, mas também criticando. Denunciaram o meu perfil e tiraram a minha postagem do ar.

Também incomodaram meus amigos que estavam me apoiando. Recebi muitas mensagens que ainda nem consegui ler”, diz.

Segundo a Polícia Civil, a situação foi classificada, a princípio, como importunação ofensiva ao pudor. Entretanto, caso o suspeito do crime seja achado, pode responder até mesmo por estupro.

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