Manifestação teve início por volta das 8h (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)
Rodoviários do transporte público de Manaus fizeram uma manifestação em frente à sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), na Avenida Tefé, Zona Sul, na manhã desta segunda-feira (16). Desde o sábado (14), parte da frota das empresas está parada. Os trabalhadores pedem reajuste de 20%, além de outros benefícios.

Por volta das 10h, o grupo de rodoviários permanecia concentrado na Avenida Tefé com Av. Visconde de Porto Alegre, em frente ao órgão.

Eles pedem a realização de uma audiência extraordinária para analisar o pagamento de dissídio.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, disse que a paralisação será mantida até que as reivindicações sejam analisadas.

“Vamos ocupar o TRT até que julguem nosso dissídio coletivo, que já se encontra em atraso desde o ano passado”, disse. O Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito de Manaus (Manaustrans) informou que acionou agentes para acompanhar a situação no local.

O G1 entrou em contato com o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (Amazonas e Roraima), por meio da assessoria de comunicação, e aguarda um posicionamento sobre o caso. Parte da frota de coletivos ficou nas garagens(Foto: Jamile Alves/G1 AM)ParalisaçãoNa manhã desta segunda (16), 30% dos coletivos deixaram de circular desde às 6h (horário local).

O Sindicato informou que a paralisação da frota dos ônibus do transporte coletivo de Manaus deve ser ampliada. O número de carros parados deve subir para 70% em horários fora do pico.

NegociaçõesNa sexta-feira (13), rodoviários e o Sinetram participaram de uma audiência na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). O sindicato apresentou  propostas para o dissídio coletivo dos colaboradores do transporte coletivo de Manaus.

A categoria não chegou a um acordo. Os trabalhadores pedem reajuste salarial de 20%.

Durante o encontro, o Sinetram propôs aos sindicalistas a suspensão do processo do dissídio por seis meses, para que as empresas possam encontrar alternativas para cobrir os custos do sistema. Como a proposta foi recusada, o Tribunal decidiu que caso segue para julgamento.

O TRT também determinou que em caso de paralisações deve ser mantido 70% da frota de ônibus em circulação nos horários de maior fluxo de passageiros, no período das 5h às 9h e das 16h às 20h. Nos demais horários 30% dos ônibus continuarão nas ruas.

Manifestação causou transtornos no trânsito (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)
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