Ônibus parados na garagem da empresa Líder, em Manaus (Foto: Ive Rylo/ G1 AM)
As empresas Líder, que atende a Zona Norte, e a Expresso Coroado, na Zona Leste de Manaus, paralisaram parte da frota manhã desta terça-feira (10). De acordo com Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), os rodoviários pedem reajuste salarial de 20%.
Segundo informações do gerente de tráfego da Líder, a empresa, que administra 20 linhas na Zona Norte da capital, paralisou atividades por volta das 4h.

Dos 85 ônibus, 59 foram às ruas. A estimativa é que cerca de 12 mil pessoas foram prejudicadas.

“Dessa vez, os rodoviários não seguiram o acordado, tinha que estar rodando 70% e só tá rodando 69% no primeiro turno. O sindicato esteve aqui de manhã e fechou o portão.

O prejuízo para a empresa nesta manhã é de cerca de R$ 15 mil”, disse Ramyson Brandão, que ainda informou que esta é a terceira vez que a empresa paralisa atividades. ParalisaçõesNa segunda-feira (9), os Rodoviários da empresa Viação São Pedro, no bairro Redenção, Zona Centro-Oeste de Manaus, paralisaram as atividades.

Foi a quarta paralisação da categoria realizada nos últimos 15 dias. Ao menos 40 mil pessoas foram prejudicadas.

No dia 4 de maio, a São Pedro também paralisou o serviço. Segundo estimativa do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), a paralisação atingiu 30 mil pessoas.

NegociaçãoO Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região informou que marcou para o dia 13 de maio, às 10h, audiência de conciliação entre o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM). A pauta do encontro será o Dissídio Coletivo da categoria, que trata, entre outros assuntos, sobre as normas e condições de trabalho e reajuste salarial.

A data da audiência foi acordada em reunião realizada no 5, no TRT11, com a presença de representantes do sindicato patronal, dos rodoviários, da Prefeitura de Manaus e do Ministério Público do Trabalho. O G1 não conseguiu contato com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM).

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