Plenário do Senado durante sessão do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff(Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
Os três senadores de Roraima votaram na sessão que afastou a presidente Dilma Rousseff (PT), na manhã desta quinta-feira (12) em Brasília. Dois foram contra e um foi favorável à abertura do procedimento.
Durante a sessão, encerrada às 6h34 (horário de Brasília), Telmário Mota (PDT) e Ângela Portela (PT) foram contra o afastamento de Dilma, enquanto Romero Jucá (PDMB) votou de modo favorável.

Ao fim da votação, o placar ficou em 55 senadores favoráveis e 22 contrários a abertura do processo de impeachment. Ao todo, 77 parlamentares participaram da votação, dois faltaram à sessão e o presidente Renan Calheiros, presidente do Senado, não votou.

A sessão durou mais de 20 horas.
O primeiro senador da bancada de Roraima a votar foi o senador Telmário Mota.

Em seu discurso, ele afirmou que a “democracia não está sendo respeitada”.
 “Vivemos um momento histórico e vergonhoso.

Nunca se ouviu falar tanto em democracia, mas essa democracia não está sendo respeitada, porque o voto democrático das urnas está sendo retirado de milhares e milhares de eleitores. Hoje ocorre uma tentativa de tomada de poder, o apelido disso é impeachment.

O prejuízo maior será da população”, disse o parlamentar. (veja vídeo).

Ângela Portela foi a segunda senadora do estado a votar. Durante o pronunciamento que precedeu a votação na Casa, ela afirmou que a acusação contra a presidente não “se sustenta”.

“Estamos diante da situação absurda de caçar uma presidenta sem que tenha havido a rejeição de suas contas pelo órgão competente. E ainda que houvesse algo de errado, falta o requesito do dolo.

Não houve má fé. Na tentativa de dar aspecto de legalidade à evidente ruptura institucional, avusa-se a presidente de violar a lei orçamentária.

A acusação não se sustenta”, declarou a senadora petista. (veja vídeo).

O peemedebista Romero Jucá foi o último senador do estado a votar. No discurso, o parlamentar defendeu que as pedaladas fiscais foram um crime de responsabilidade.

“Hoje nós estamos votando um relatório competende do senador Anastasia, que aponta crimes de responsabilidade. ” “Estamos falando de crime fiscal, contra a lei orçamentária, crime de responsabilidade, que afetam a vida de milhões de brasileiros.

” “O PMDB apoiou a chapa, indicou o vice-presidente Michel Temer (. .

. ) e nós fomos pra campanha com um PMDB dividido – eu não apoiei esse governo em 2014″, falou o senador.

AfastamentoCom o resultado, a presidente Dilma Rousseff é afastada da Presidência da República por até 180 dias. Ela deve ser notificada oficialmente da decisão do Senado ainda nesta quinta-feira (12) e o vice Michel Temer (PMDB) assume o cargo.

Agora, o Senado passará a colher provas, realizar perícias, ouvir testemunhas de acusação e defesa para instruir o processo e embasar a decisão final. O julgamento será presidido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que também comandará a Comissão Processante do Senado.

O impedimento definitivo da presidente depende do voto favorável de 54 (dois terços) dos 81 senadores, em julgamento que ainda não tem data para ocorrer.
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