Profissionais se concentraram na Praça da Bandeira antes de ir à prefeitura (Foto: John Pacheco/G1)
Servidores municipais da Saúde e da Educação de Macapá voltaram a protestar nesta quarta-feira (27) cobrando acordos e gratificações que não teriam sido cumpridos pela gestão municipal. As duas categorias informaram que os trabalhadores efetivos estão em greve com previsão de encerramento na primeira semana de maio.
Os profissionais se concentraram na Praça da Bandeira, no Centro, e em seguida caminharam pela Avenida FAB até a sede da prefeitura de Macapá.

Ambos os sindicatos informaram que o percentual mínimo de 30% é mantido nos postos de trabalho, e que além desses, nas escolas e unidades de saúde as atividades estão sendo feitas por servidores em contrato. Profissionais da saúde pedem aprovação de plano de cargos e salários (Foto: John Pacheco/G1)
Desde o início das negociações, a prefeitura apresentou aos servidores o cenário de crise como fator que impede a concessão de aumentos e benefícios, mas acrescenta que as mesas de negociações estão acontecendo com os servidores.

A administração reforça que tenta garantir o pagamento integral dos salários a todos os trabalhadores. Iara Marques, secretária da executiva de Macapádo Sinsepeap (Foto: John Pacheco/G1)
Os professores reclamam do reajuste zero informado pela gestão no início do ano, e que além disso, pelo menos quatro progressões aos trabalhadores não foram pagas.

A executiva municipal do Sindicato dos Servidores Públicos em Educação do Amapá (Sinsepeap), adiantou que a greve dos profissionais segue até 2 de maio.
“Reivindicamos o acordo não cumprido na greve de 46 dias do ano passado, onde foi firmada a publicação das tabelas e também o pagamento de um acordo de 5% concedido na gestão do prefeito anterior.

Nos foi prometido também a implementação da gestão democrática em escolas, o que não aconteceu”, argumenta Iara Marques, da executiva do Sinsepeap.
Nos casos dos trabalhadores da saúde, os agentes de endemias e comunitários que estavam em maior número no protesto, informaram que a paralisação anterior da categoria que encerraria no domingo (24), foi prorrogada até 5 de maio.

Eles pedem o piso salarial e a aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCR) dos profissionais.
“A categoria está exigindo que seja aprovado nosso plano, que é nosso anseio maior.

Foi prometida a aprovação, mas até agora nada. Acordamos em não sair das ruas enquanto não for aprovado o PCCR, pois não temos reajuste salarial e recebemos porcentagem zero de aumento.

A aprovação seria a melhor coisa”, conta Orivana Martins, diretora do Sindesaúde.
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