Servidores municipais na porta do Centro Administrativo (Foto: Mário Sérgio Santos/G1)
Servidores municipais fazem uma paralisação nesta terça-feira (19) em Uberaba. Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SSPMU), Luís Carlos dos Santos, o ato decorre da insatisfação dos servidores quanto à decisão do prefeito Paulo Piau de não conceder nenhum ajuste salarial este ano, nem mesmo o equivalente à inflação oficial do país (ano base 2015). A paralisação foi definida em assembleia realizada na última semana.

 Educadores da rede municipal também aderiram ao movimento, informou Adislau Leite, presidente do Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba (Sindemu).  
A assessoria do SSPMU informou que os presidentes dos sindicatos estão reunidos com o prefeito Paulo Piau.

O G1 também entrou em contato com a assessoria da Prefeitura e aguarda um posicionamento sobre o assunto. Na última semana, a Prefeitura anunciou apenas o aumento de R$ 100 no tíquete-alimentação.

Às 8h10, parte do funcionalismo iniciou um ato na frente do Centro Administrativo da Prefeitura de Uberaba. Em seguida, o grupo entrou no prédio no Centro Administrativo e deu sequência ao protesto.

Representantes do sindicato informaram para a reportagem da TV Integração que 702 servidores participam do ato. Já a Polícia Militar (PM) informa que cerca de 250 pessoas estão no local.

 Servidores municipais fizeram ato no CentroAdministrativo (Foto: Mário Sérgio Santos/G1)
O manifesto da categoria será realizado de forma pacífica e democrática, informou Luís Carlos dos Santos. Na seguna-feira (18), uma força-tarefa formada pela diretoria do SSPMU percorreu todos os setores da Prefeitura conclamando a categoria para a paralisação desta terça-feira.

 
“O servidor não pode pagar a conta da crise”, defendeu Luís Carlos, assinalando que o funcionalismo está com vontade de parar. Durante a assembleia-geral promovida pelo SSPMU, os servidores deliberaram ainda por não aceitar somente o reajuste de R$ 100 no tíquete-alimentação, por entender que a recomposição salarial é fundamental para a manutenção do pode aquisitivo da categoria.

 Além disso, consideram que a não concessão do ajuste nos salários significará a defasagem do plano de carreira recém-aprovado.
O presidente do SSPMU garantiu que a paralisação deliberada em assembleia irá cumprir os critérios legais de reserva de pessoal (30%) para todos serviços da Prefeitura.

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