José Antunes Sobrinho foi preso pela Lava Jato (Foto: Paulo Lisboa/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)
O sócio da construtora Engevix, José Antunes Sobrinho, deixou a carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, por volta das 16h desta terça-feira (10). O empreiteiro, investigado por supostas fraudes na construção da Usina Nuclear Angra 3, no Rio de Janeiro, ficará em prisão domiciliar após a ordem do juiz Marcelo Bretas, da Justiça Federal do Rio de Janeiro.
Sobrinho foi detido inicialmente em setembro de 2015, quando a Polícia Federal no Paraná deflagrou a 19ª fase da Operação Lava Jato, que apurava desvios de dinheiro em contratos entre a empresa e a estatal Eletronuclear.

No entanto, acabou indo para a prisão domiciliar após uma decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), do Rio de Janeiro, em dezembro. Os processos relativos à Eletronuclear foram desmembrados das investigações em Curitiba e encaminhados para o Rio de Janeiro.

Em março deste ano, o empresário voltou a ser preso por causa do mesmo assunto, quando os desembargadores do TRF2 votaram contra um pedido de habeas corpus feito pela defesa. Com a nova decisão, tomada nesta segunda-feira, Sobrinho deverá voltar à prisão domiciliar em Florianópolis, onde mora.

Segundo informações do processo, Sobrinho teria, supostamente, participado de um esquema de lavagem de dinheiro, forjando documentos que justificariam o recebimento de verbas repassadas para outras empresas que tinham contratos com a estatal Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras.
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