Rio Solimões atingiu cota 12,11 metros em Tabatinga (Foto: Divulgação/ Defesa Civil AM)
O Rio Solimões ultrapassou a cota de alerta e o nível das águas se aproxima da marca de emergência em Tabatinga. O município localizado na fronteira entre Brasil e Colômbia e a 1. 108 km de Manaus é um dos sete locais banhados pelo Rio Solimões que estão em alerta.

No início de abril, o nível do rio chegou a 11,91 metros, ultrapassando a cota de alerta, que é de 11,80 m em Tabatinga. O rio continuou em ciclo de cheia nas últimas semanas e atingiu a marca de 12, 11 metros nesta quarta-feira (13).

O nível atual está um metro e nove centímetros abaixo da cota de emergência, que é de 13,20 metros.
Segundo o coordenador da Defesa Civil de Tabatinga, José Costa, a partir da cota de emergência as áreas da cidade ficam submersas e 236 famílias são afetadas diretamente pelo avanço das águas do Rio Solimões.

“Tem chovido bastante na região e amanheceu chovendo forte, mas achamos que a cota de emergência não vai ser alcançada por que o está mais estável agora o rio. Na cota de emergência começa a alagar três bairros: Portobras, Guadalupe e Dom Pedro”, afirmou Costa.

Até o momento o Rio Solimões começou atingir palafitas – casas de madeira construída sobre estacas acima da água. As residências estão localizadas às margens do Rio Solimões em Tabatinga.

Apesar ainda não terem sido registrados prejuízos, as Defesas Civis de Tabatinga e do Amazonas estão monitorando a situação. Uma reunião foi realizada nesta quarta e representantes dos órgãos para traçaram ações de socorro para as possíveis famílias afetadas pela cheia.

Um alerta de cheia para os municípios da calha do Alto Solimões foi emitido pela Defesa Civil do Amazonas no dia 4 de abril. O documento emitido pelo órgão estadual cobra medidas preventivas e o Plano de Contingência dos municípios de banhados pelo Rio Solimões.

O alerta é direcionado a Tabatinga, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença, Amaturá, Santo Antônio do Içá, Tonantins e Atalaia do Norte. As previsões meteorológicas indicam chuvas acima do normal para o período na região.

“Nessas situações, que ainda não há emergência, mas que já apresenta situação de alerta, a primeira resposta é sempre do município. Mas a Defesa Civil do Estado se antecipa e solicita o plano de contingência, que deve conter informações como o possível número de famílias afetadas e as ações que serão implementadas caso ocorra o desastre”, informou o secretário executivo da Defesa Civil do Amazonas, coronel Fernando Pires Junior.

Em 2015, Tabatinga enfrentou uma das cheias mais intensas do Rio Solimões. A cidade ficou parcialmente submersa e famílias foram retiradas de áreas de risco.

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