Nesta segunda-feira (25), o MGTV noticiou a denúncia do vereador Wilson Pinheiro (PP), que disse que a Prefeitura de Uberlândia tem uma dívida de cerca de R$ 35 milhões em contribuição patronal com Instituto de Previdência dos Servidores Públicos (Ipremu). Nesta terça-feira (26), o superintendente do Ipremu, Marcos Botelho, assumiu a dívida, porém negou em entrevista ao vivo irregularidades do Executivo.
De acordo com a denúncia, o Município deixou de repassar a contribuição do empregador ao Instituto de Previdência dos Servidores Públicos (Ipremu) – responsável pela aposentadoria de mais de 15 mil servidores e 5 mil aposentados do serviço público – entre os meses de julho e dezembro de 2015 e parcelou a dívida de R$ 34.

926. 078,11 em 60 vezes.

A primeira parcela venceu no dia 15 de março de 2016.
“Não há nada de ilegal nisso.

Estamos amparados pela portaria nº 402 do Ministério da Previdência Social do ano de 2008, que permite que qualquer Município que esteja passando por dificuldade financeira faça o parcelamento da dívida. Além disso, temos a lei municipal 8049 que também delimita este parcelamento.

É algo dentro da legislação e foi realizado porque o Munícipio está em uma situação ‘apertada’ e foi feito para não atrasar os pagamentos dos servidores”, explicou Marcos Botelho. Termo assinado por prefeito confirma parcelamento da dívida do Município (Foto: Reprodução/TV Integração)
O superintendente disse ainda que os segurados do Ipremu não terão prejuízos com o parcelamento da dívida, pois o instituto tem R$ 630 milhões em caixa.

Ele garantiu que os benefícios serão pagos em dia.
“O instituto é superavitário, tivemos R$ 52 milhões de saldo positivo em 2015.

O Ipremu vai bem e os segurados tem total garantia que vão receber seus salários em dia. O Ipremu tem condições de arcar com os seus compromissos” finalizou.

Para o parlamentar Wilson Pinheiro, o prefeito Gilmar Machado realizou uma manobra financeira, pois aumentou o dinheiro em caixa e realizou o parcelamento da dívida. Ele disse que vai representar a denúncia ao Ministério Público Estadual e ao Tribunal de Contas.

.