Taxista foi morto na Zona Leste (Foto: Reprodução)
O taxista José Augusto Ferreira Pires, 45 anos, foi assassinado na madrugada deste domingo (15), após deixar um cliente no bairro Tancredo Neves, Zona Leste de Manaus. O crime ocorreu na Rua Itacoatiara, invasão Nova Conquista.                     
De acordo com informações repassadas por familiares da vítima, José ficou na casa do irmão, no bairro Petrópolis, até por volta das 23h.

“Ele estava assistindo a luta com gente, jantou e foi levar minha filha e minha esposa na festa”, disse o irmão da vitima, o vendedor Anderson Pires, 41.              Após levar os parentes na festa, no bairro Japiim, o taxista voltou para a casa do irmão dele.

“Ele ainda foi lá com a gente, comeu e saiu para trabalhar. Ele trabalhava de noite.

E aconteceu na madrugada. Para onde chamassem ele ia, mas ele tinha muito cuidado, porque principalmente de noite, é perigoso”, disse o cunhado, o carpinteiro Aroldo Marques, 59 anos.

 
Após deixar a casa do irmão, José foi trabalhar. Segundo relatos de testemunhas repassados para a Polícia Civil, José foi encontrado por volta das 3h, na Rua Itacoatiara, pedindo socorro, após levar duas facadas, que atingiram o rosto e a nuca.

Moradores ouviram um barulho de batida de carro,  e em seguida viram três suspeitos correndo e o taxista andando pela rua e pedindo socorro. Uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas o motorista não resistiu aos ferimentos e morreu em via pública.

 
Policiais relataram que um rastro de sangue foi deixado na rua por José, enquanto ele pedia socorro. “Estou achando muito estranho isso, porque o meu irmão era muito cuidadoso.

Ele sabia dos riscos e não costumava fazer corridas para tão longe. Ele tinha muito tempo de praça”, disse Anderson.

                             
No interior do veículo, foi encontrada uma carteira de identidade. A polícia investiga se a documentação é de um dos suspeitos.

Não há informações se algo foi roubado do taxista.              
Na manhã deset domingo, parentes e taxistas lotaram o Instituto Médico Legal (IML), na Zona Norte.

Indignado e comovido com o assassinato, o grupo pediu justiça. O caso vai ser investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (Dehs).

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