Trabalhadores estão concentrados em frente ao Terminal Central (Foto: Stanley Matias/G1)
A paralisação dos cerca de 200 trabalhadores do transporte coletivo realizada na manhã desta quarta-feira (4) em Uberlândia durou pouco. A informação é de que por volta das 14h30 o transporte foi restabelecido, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Uberlândia (Sinttrurb), Márcio Túlio de Oliveira. Ainda de acordo com ele, uma reunião foi marcada para o dia 11 de maio com as empresas, que apresentarão duas propostas de operadoras de plano de saúde para escolher a que melhor atende os trabalhadores.

Ainda conforme o Sinttrurb, o motivo da paralisação foi a insatisfação da categoria com as mudanças no plano de saúde que, de acordo com eles, foram realizadas sem aviso prévio.
Durante esta manhã, manifestantes fazem uma passeata pela Avenida Afonso Pena, sentido à Praça Tubal Vilela, e depois retornam para o ponto de origem da concentração, próximo à Avenida João Pinheiro, em frente ao Terminal Central.

A Polícia Militar (PM) informou que não houve nenhum tumulto ou registro de ocorrência neste início de manhã durante os atos. Impasse no plano de saúdeNesta manhã, o G1 procurou o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Triângulo Mineiro (Sindett), José Luiz Rissato, que lamentou os desgastes causados pela mobilização.

“Fomos pegos de surpresa assim como a população. Qualquer tipo de paralisação deve ser informado à comunidade, às empresas e à Prefeitura pelo menos 72 horas antes.

Estão falando de retomada do plano, mas o plano nunca foi cortado. Temos um acordo coletivo em vigência”, considerou.

Sobre as mudanças do convênio médico, Rissato afirmou que não foram feitas pelas empresas, mas por parte da própria operadora sendo avisadas à presidência do sindicato que representa a classe de trabalhadores. As empresas, por meio do Sindett, permanecem abertas ao diálogo com a categoria, segundo o presidente.

De acordo com o representante do Sinttrurb, Cleuber Ferreira, o convênio dos servidores foi rebaixado no mês de março sem tentativa de negociações. “As mudanças ocorreram 15 dias após uma convenção onde ficou acertado que não mexeriam em nenhum item do plano de saúde.

Não houve negociação com o sindicato e nem avisos com antecedência para os trabalhadores”, explicou.
Não houve negociação com o sindicato e nem avisos com antecedência para os trabalhadores”.

Cleuber Ferreira, sindicalista
Servidores e dependentes que mantinham marcação de exames ou tratamento em andamento tiveram os processos cancelados. Uma das principais mudanças no atual convênio é o cancelamento dos atendimentos em três hospitais particulares e algumas clínicas especializadas da cidade.

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