Caminhada ocupa duas faixas da Avenida Durval de Góes Monteiro, na parte alta de Maceió (Foto: Luís Vitor Melo/G1)
Cerca de 1. 500 trabalhadores rurais sem-terra saíram no início da tarde desta sexta-feira (29) do campus da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), no bairro do Tabuleiro, parte alta de Maceió, onde estavam acampados, e seguem em caminhada até o Palácio dos Martírios, no Centro.
Eles seguem em caminhada por duas das principais avenidas da capital com faixas pedindo reforma agrária e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Não há equipes da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) ou guarnições da Polícia Militar (PM) acompanhando o protesto.
Participam do ato, manifestantes do Movimento Sem-Terra (MST), Movimento Via do Trabalho (MVT), do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST), Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento de Lita pela Terra (MLT) e Terra Livre.

Com faixas, eles se posicionam contra oimpeachment da presidente Dilma Rousseff (PT)(Foto: Luís Vitor Melo/G1)
Os manifestantes ocupam duas faixas da Avenida Durval de Góes Monteiro, na parte alta. Eles também passarão pela Avenida Fernandes Lima, sentido Centro, até chegarem ao palácio, na Praça dos Martírios.

“Nós lutamos pelo direito à terra. Quando me convidaram há três anos, aderi a causa, por ser uma causa nobre”, afirma Carlos Pereira da Silva, 44, integrante do MST.

Um dos líderes do movimento, Marcos Antônio da Silva, o “marrom”, explica que a caminhada, que começou no interior, também é uma luta pela democracia.
“Começamos [a caminhada] em União dos Palmares.

Passamos por Branquinha, Murici, Messias, e chegamos à Maceió, onde ficaremos até terça-feira (3 de maio). Essa marcha é em defesa da reforma agrária, contra a violência no campo e também em defesa da democracia brasileira, não concordamos com o impeachment.

É um retrocesso”, afirma Silva.
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