Caminhoneiros e agricultores que transportam a soja colhida em Balsas, a 810 km de São Luís, até o Terminal de Grãos no Porto do Itaqui, na capital, reclamam das condições da BR-230, próximo a Balsas.
A BR-230 é o principal corredor para o escoamento da safra de grãos na região sul do Maranhão. No local, o asfalto está bem conservado, mas os resultados de uma pesquisa da Confederação Nacional de Transportes revelam que no quesito geometria a rodovia ficou classificada como péssima.

Além das curvas, a pista é simples e o acostamento é muito reduzido.
Para o inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Ricardo César, nessas condições os riscos de acidentes aumentam para os motoristas.

“A grande preocupação não é simplesmente você ter uma rodovia em má qualidade, mas ao ter uma rodovia em má qualidade isso vai gerar uma maior probabilidade da ocorrência de acidentes e esses veículos por serem veículos muito grandes, muito pesados no que transportam algo acima do que a capacidade de que eles deveriam transportar o próprio funcionamento do caminhão não é o mesmo”, explicou.
Durante o período de safras de grãos cerca de dois mil caminhoneiros trafegam pela BR-230 diariamente.

O caminhoneiro Laerte José Ribeiro afirma que as rodovias intermediárias como a MA-006, entre os municípios de Balsas e Alto Parnaíba, estão em péssimas condições.
“Essa aí tá boa, mas saiu fora dessa aí.

Se for para o Alto Parnaíba é buraco por todo o lado, quebra tudo e encarece porque o frete já não acompanhou o preço dos combustíveis e daí estraga pneu, quebra muita coisa no caminhão. É um prejuízo só”, finalizou o caminhoneiro.

Geometria da BR-230 ficou classificada como péssima pela Confederação Nacional de Transportes (Foto: Reprodução/TV Mirante)
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