Assembleia realizada na noite de terça-feira no campus da UEMG (Foto: Mônica Alves/Arquivo Pessoal)
A greve dos professores do campus de Frutal da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG)  continua e, após votação, os alunos da instituição decidiram continuar acampados no pátio do campus. Segundo Mônica Alves, professora do curso de Comunicação Social da UEMG, os docentes decidiram oficializar o movimento até o dia 10 deste mês, data em que será realizada a reunião entre a Associação dos Docentes da UEMG (ADUEMG) e a Secretaria de Estado de Planejamento, em Belo Horizonte.
Ainda conforme a docente, os alunos que ocupam o campus desde a noite de segunda-feira (2), decidiram permanecer no prédio até o dia da reunião entre os órgãos.

Durante este período, os estudantes promovem campanhas de doação de alimentos em frente à supermercados da cidade e se revezarão no próximo domingo (7), feriado do Dia das Mães.
E depois de terem anunciado que iriam impedir a realização de aulas de professores que não aderiram à greve, os estudantes voltaram atrás e disse que apenas vão tentar sensibilizar e conscientizar outros aulos a respeito da situação.

Greve docente e ocupação estudantilDesde a noite de segunda-feira (2), alunos da UEMG ocupam o pátio do campus de Frutal. Eles reivindicam melhorias para a universidade e apoiam a greve deflagrada pelos professores da instituição.

De acordo com Mônica Alves, cerca de 150 alunos se reuniram no campus por volta das 19h, após a realização de uma assembleia em que os professores decidiram entrar em greve. Os professores contam com a Associação dos Docentes da UEMG (ADUEMG).

ReivindicaçõesConforme Mônica, as principais reivindicações dos professores são o reajuste imediato dos vencimentos para reparar as perdas ocorridas desde 2011, realização dos concursos públicos garantindo o cumprimento dos mesmos e reparação de danos materiais e morais a professores atingidos pela Lei 100 – nesta lei, milhares de servidores públicos foram demitidos após uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Além disso, as outras reivindicações se relacionam à incorporação das gratificações ao vencimento básico onde, atualmente, as bonificações não são garantidas e acopladas nos salários; implementação de estatuintes das Universidades Estaduais; votação orçamentária pra cada unidade se manter e regulamentação do plano de carreira.

“Nossa universidade depende da lei orçamentária anual, que acaba gerando um retrocesso e atraso gigante na educação do nosso estado. A universidade também perde a força de autonomia, perde o jeito que deseja adotar.


Felipe Vieira, diretor do Centro Acadêmico do Direito
Segundo o diretor do Centro Acadêmico do do Direito, Felipe Vieira, além do apoio às reivindicações dos professores, os alunos também reclamam da falta de recursos para o campus, pedem a conclusão da obra do restaurante universitário, mais agilidade na compra de livros e alojamento para alunos carentes.
Também é reivindicada a ampliação das bolsas de assistência estudantil, que hoje estão limitadas a projetos de pesquisa para alunos que ingressaram por cotas e a consolidação da autonomia orçamentária.

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