Arena da Baixada realiza UFC 198 neste sábado (14) (Foto: Bibiana Dionísio/ G1)
Como de costume, Arena da Baixada, em Curitiba, estava coberta pelo clima de competição nesta tarde de sábado (14). Desta vez, porém, a expectativa de quem chegava ao local não era por gols, mas quem sabe um nocaute, uma finalização, um golpe certeiro ou simplesmente um boa luta com o UFC 198. “A expectativa é muito grande.

Os primeiros lutadores famosos do Brasil são aqui de Curitiba. É um esporte muito bem quisto aqui pela população”, disse o policial militar de 28 anos Jean Carlo Pedroso, minutos antes de entrar na Arena.

Ele não pensa duas vezes quando questionado sobre o resultado da luta principal da noite. “Werdum, com certeza”.

O lutador defende, pela primeira vez, o cinturão de pesos-pesados contra Stipe Miocic. O UFC 198, que começa às 19h – veja a programação completa.

Jean Carlos Pedroso aposta que Werdun fica com o cinturão dos pesos-pesados (Foto: Bibiana Dionisio/ G1)
O público esperado é de 45 mil pessoas, e por isso, para muitos é uma oportunidade de ganhar dinheiro. Durante a tarde, aos poucos, foi aumentando o número de pessoas transitando pela região.

Alguns curiosos que não conseguiram ingressos, e outros ansiosos que resolveram chegar horas antes do início das lutas.
Com a crise, que veio, eu perdi os dois empregos em um mês.

Foi o jeito de driblar essa crise, tirando um dinheirinho, porque as contas não param”
Denise de Oliveria – fez da garagem estacionamento durante o UFC 198
Denise de Oliveira, de 30 anos, trabalha como promotora de vendas e decidiu abrir a garagem de casa. Ela tem duas vagas e cobra R$ 70,00 por carro e R$ 15,00 por motos.

“Até fevereiro do ano passado, eu tinha dois empregos. Com a crise que veio, eu perdi os dois empregos em um mês.

Foi o jeito de driblar essa crise, tirando um dinheirinho, porque as contas não param”, contou Denise. Em dia de jogo, o preço é mais barato – R$ 30 para carros.

Denise assume que diante da dimensão do evento deste sábado, subiu o preço. “Subi visando o poder aquisitivo das pessoas que vão frequentar, e o evento é muito longo também, vai até 2h30.

Tem todo o cansaço, eu comecei a trabalhar em média 1h30”, explicou. Promotora de vendas cobra R$ 70 por uma vaga na garagem durante o UFC 198 (Foto: Bibiana Dionisio/ G1)
Ambulantes também estão confiantes.

Basta caminhar em volta da Arena da Baixada e escolher: pipoca, espetinho, pastel, cocada, churros, quentão, refrigerante ou cerveja. Luis Chargas, de 43 anos, vende coxinha em copo térmico há dois meses.

Ele apostou na magnitude do evento, mas ficou desapontado. “A minha esperança era vender bastante porque vem muita gente, mas o pessoal está se atendo mais a bebidas, eu achei estranho.

Achei que ia ter mais diversidade”, contou o ambulante. Ele não tem hora para ir embora.

Disse que vai ficar até o máximo possível, acreditando que com o passar do tempo as vendas vão aumentar, principalmente, no final da luta. “Eu vou ficar aqui até toda a minha mercadoria ser vendida”.

Ambulante vende copo térmico com seis mini-coxinhas por R$ 3,50 (Foto: Bibiana Dionísio/ G1)
Apostando no apagar dos holofotes, Reginaldo de Souza, de 48 anos, saiu de São Paulo para vender camisetas personalizadas do UFC 198. “O bom é na saída.

Eles compram na saída porque não gostam de ficar com a camiseta na mão. Mas na saída é bom porque lá é R$ 120,00, e a gente vende por R$ 50,00 – até por R$ 40,00 a gente vende”, contou.

Assim como Reginaldo, outros 15 ambulantes foram a Curitiba vender a camiseta do card. Cada um tem 100 unidades.

Vendedor saiu de São Paulo para vender camisetas do UFC 198 em Curitiba (Foto: Bibiana Dionísio/ G1)
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