Barbeiros contam sobre a tradição da profissão (Foto: Anna Lúcia Silva/G1)
“Homens vaidosos gostam de cortes de cabelo e barbas bem feitos, isso é fato. A vaidade ajuda a manter a profissão viva”, destacou o barbeiro Olavo Soares. Ele e quatro irmãos, em 1969, decidiram abrir em Divinópolis uma barbearia, que resiste ao tempo e à modernidade.

No Dia do Trabalho, o G1 foi à barbearia onde Olavo, os irmãos, o sobrinho e dois amigos são sócios. Eles têm, em média, 50 anos de profissão e contam que o bom atendimento também é fator indispensável para manter a clientela ativa.

Olavo contou que os irmãos trabalharam durante 10 anos sozinhos até abrirem espaço para outros dois amigos. Atualmente, o filho de José Soares, irmão de Olavo, também foi integrado ao time de barbeiros, que atende na Rua São Paulo, no Centro da cidade.

O que não faltam são clientes que querem dar uma repaginada no visual. O funcionário público Carlos Alberto Resende é cliente no local há cinco anos e contou que a experiência de carreira da equipe é um dos fatores da fidelidade.

“Não corto o cabelo em outro lugar. Acho que o atendimento, sem dúvidas, conta muito e sempre fui muito bem atendido.

Faço o cabelo todos os meses e a barba toda semana”, contou.
José Soares tem 74 anos e 55 anos de profissão.

Com tanta experiência ele afirma: o segredo para manter a clientela é o bom relacionamento. “Tenho clientes que estão comigo desde que abrimos a primeira barbearia na cidade.

Desde que comecei na profissão, aos 19 anos”, destacou.
Adriano Couto é cliente há 10 anos e também disse que valoriza o bom atendimento da equipe.

“Chego na barbearia e já pego o jornal e fico despreocupado. Sei que  será feito o melhor serviço da cidade”.

A perspectiva dos quatro irmãos é passar a barbearia para as próximas gerações. “Não podemos deixar morrer essa profissão que resiste tanto ao tempo.

Já passei para o meu filho e agora vamos passar também aos netos”, finalizou José Soares.
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