Henrique Alves trabalha no núcleo de pesquisa da embrapa Rondônia (Foto: Matheus Henrique/G1)
Para comemorar o dia internacional do café, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Embrapa), que mantém núcleo de pesquisas do café em Rondônia, realizou na tarde de quinta-feira (14), uma degustação no shopping de Porto Velho. A ideia foi mostrar a importância da bebida na vida da população do estado. De acordo com pesquisadores, em 2016, o valor da venda de sacas de café do estado deve superar R$ 500 milhões.

O consultor de negócio, Janio Silva, de 50 anos, é fã da bebida e revela que todos dias reserva um tempo para o consumo. “Além de amante do café, também jogo xadrez para relaxar.

Manenho o custume dos franceses de ir jogar e tomar um cafézinho. Como não estou jogando, vou apenas degustar esta maravilhosa bebida”, explica.

Há dez anos, a Embrapa criou o departamento de pesquisa para melhorar a produção de Rondônia e atualmente, é composto por um grupo de 10 pesquisadores. Em 2015, o estado produziu 1.

709. 852,35 sacas de café.

Produção do café arrecadou R$ 37 milhões deICMS em 2014 (Foto: Comdecom/Divulgação)
De acordo com a assessoria da instituição, o café já é o produto agrícola com maior arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do estado. São 37 milhões arrecadados em 2014, seguido da produção de carne, conforme Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No estado mais de 22 mil famílias vivem diretamente da produção do café.
Dentro das pesquisas, o grupo conseguiu resultados positivos quanto ao tipo Arábica, um café que antes só era produzido em terras de clima frio, e que surpreendeu os profisisonais durante os experimentos em Rondônia.

“Não era esperado a produção aqui devido ao clima e o solo. O Arábico realmente é um café de altitude, clima frio, condições que não se encontram em nosso estado”, explica o pesquisador Henrique Alves.

Henrique informa ainda que um dos objetivos da pesquisa é analisar o desenvolvimento da planta. “Nosso trabalho é selecionar plantas que se adaptam, tanto em qualidade, quanto produção e sanidade em nossas condições de clima.

Os resultados são muito promissores, e nossa expectativa é que, dentro de dois ou três anos, possamos lançar o café Arábico”, conta o profisisonal que atua nas áreas de colheita e pós-colheita.
De acordo com IBGE, depois da água, o café é a bebida mais consumida no país.

Ainda durante a degustação, a instituição distribuiu kits com pequenas quantidades de café moído e panfletos sobre as pesquisas.
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