Um vídeo que está circulando pelas redes sociais desde a noite de sexta-feira (13) mostra um jovem de 20 anos resistindo a uma abordagem policial dentro de uma sala de aula da Escola Estadual Sebastiana Lenir, localizada no bairro Buritizal, Zona Sul de Macapá. Ele foi retirado à força do local e levado para a delegacia. A cena é vista pelos alunos.

Neste sábado (14) a Polícia Militar (PM) confirmou a veracidade do vídeo, e informou que os três militares envovidos são vinculados ao Policiamento Escolar da Zona Sul. No registro é possível ver o rosto de um policial sangrando, e de acordo com o comando do policiamento, o ferimento foi por causa de um soco dado pelo jovem ao ser abordado dentro da escola.

Incidente aconteceu na noite de sexta-feira (13) na escola Sebastiana Lenir (Foto: Arquivo/G1)
A tenente Vanessa Machado, que comanda a área escolar, informou que o PM teve um corte e levou oito pontos no rosto. Ainda segundo ela, a ocorrência teria começado porque o jovem se recusava a deixar a escola, da qual teria sido expulso dias antes por uso de drogas, mau comportamento, ameaças a professores e a diretora, além de assédio a alunas.

“Esse ex-aluno não aceitava ter sido transferido da escola. Os policiais chegaram e estavam verbalizando para que ele se retirasse.

Nessa hora ele desferiu o soco no policial, e foi necessário o uso da força para contê-lo, inclusive ele estava muito alterado, e o vídeo não mostra, mas alunos e professores ajudaram a retirá-lo”, explicou a tenente.
A Secretaria de Estado da Educação (Seed) informou que vai tomar conhecimento do assunto e que inicialmente não vai comentar o caso.

A reportagem também tentou contato com a diretora da Escola Sebastina Lenir, mas não houve resposta das ligações telefônicas até a publicação desta reportagem.
Ainda na sexta-feira uma nota que seria assinada pela escola estava sendo divulgada por professores e alunos da escola nas redes sociais.

Nela estava um relato da situação, descrevendo a agressividade do ex-aluno com os policiais, inclusive confirmando a agressão ao militar. O comunicado reitera os antecedentes do jovem dentro do convívio escolar.

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